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Esporte

Brasil conquista medalhas no Grand Prix de esgrima em cadeira de rodas

Torneio

Evento aconteceu em Montreal, no Canadá, e rendeu duas medalhas de ouro e duas de bronze ao Brasil
por Portal Brasil publicado: 06/05/2014 15h22 última modificação: 30/07/2014 02h34
Divulgação/CPB Jovane Guissone e Vanderson Chaves no pódio do florete masculino categoria B

Jovane Guissone e Vanderson Chaves no pódio do florete masculino categoria B

O Brasil conquistou, neste fim de semana, quatro medalhas no Grand Prix de Esgrima em cadeira de rodas, em Montreal, no Canadá. Considerado o terceiro torneio mais importante na esgrima em nível internacional, atrás apenas dos Jogos Paralímpicos e de campeonatos mundiais, o Grand Prix da modalidade estava inserido na programação do Torneio Défi Sportif AlterGo 2014. A competição em solo canadense reuniu 5.200 atletas, de mais de 20 países, em 14 modalidades.

O destaque da delegação brasileira de esgrima, composta por sete atletas, foi Jovane Guissone, medalhista de ouro em Londres-2012. O esgrimista gaúcho teve uma performance impecável em Montreal e voltou para o Brasil com três medalhas no peito: duas douradas no individual e uma de bronze por equipes na espada.

No primeiro dia de disputas, na sexta-feira (2), Jovane conquistou, invicto, o ouro no florete masculino categoria B (menor mobilidade de tronco), ao superar o francês Alim Latreche por 15×13. Na semifinal, o atleta havia enfrentado o também brasileiro Vanderson Chaves, que ficou com o bronze – na esgrima, não há disputas do terceiro lugar. Os que perdem nas semifinais, automaticamente, ficam com a medalha de bronze. Nesta mesma arma e categoria, o brasileiro Rodrigo Massarutt foi 10º.

No sábado (3), Jovane voltou a mostrar superioridade técnica e, novamente, subiu ao lugar mais alto do pódio. Na disputa pelo ouro na espada categoria B, o gaúcho de Barros Cassal enfrentou o francês Marc-André Cratère e venceu por 15×14, após um jogo emocionante. Também na espada B, os brasileiros Rodrigo Massarutt e Vanderson Chaves terminaram em 6° e 11º, respectivamente.

“Nesta final, o Jovane deu uma aula de amadurecimento e controle emocional. Com muita paciência, conduziu o combate de forma elogiável. Mesmo quando esteve em desvantagem no placar, soube recuperar com maestria”, contou o chefe de missão e mestre d´armas Cesar Leiria.

Além dos dois ouros de Jovane e do bronze de Vanderson Chaves, o Brasil ainda levou um bronze inédito por equipes na espada, ao vencer a Malásia por 45 x 29. Nas demais disputas, Mônica Santos terminou em 5º no florete e em 10º na espada feminina, ambas categoria A (maior mobilidade de tronco). Na espada masculina categoria A, Sandro Colaço foi 9º, Alex Souza 12º e, Lenilson oliviera, 15º. No florete masculino da mesma categoria, Sandro terminou em 11º, Lenilson em 12º e, Alex, em 13º.

“Os atletas demonstraram uma evolução técnica muito boa. Jovane está acima da média, demonstrando uma maturidade técnica e tática, não só pela conquista das medalhas, mas pela maneira que tem jogado. Vanderson também surpreendeu bastante”, ressaltou Leiria.

O evento já é tradicional e, embora seja realizado fora da Europa – continente onde a modalidade é muito praticada - costuma atrair grandes atletas. A competição tem peso 2 no ranking internacional. A colocação dos atletas no ranking será observada entre 1º de setembro deste ano até 31 de maio de 2016 para a qualificação aos Jogos do Rio 2016.

Modalidade

Destinada a atletas com deficiência locomotora, a esgrima adaptada surgiu em 1953 e foi aplicada originalmente pelo médico alemão Ludwig Guttmann, o pai do movimento paralímpico. A modalidade, uma das mais tradicionais, é disputada desde a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em Roma-1960.

Em competição, as pistas medem 4m de comprimento por 1,5m de largura, e as cadeiras de rodas ficam fixas ao chão. Se um dos esgrimistas mover a cadeira, o combate é interrompido. Há duelos de florete, espada e sabre. Para cada prova há uma proteção específica para o competidor e para as cadeiras, além de regras para a pontuação ser validada.

Fonte:
Comitê Paralímpico Brasileiro
Portal Brasil

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