Esporte
Documentário homenageia operários do Mané Garrincha
Filme
O Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha completou um ano neste último domingo (18) e não são poucos os que já puderam ver e se impressionar com a beleza e a imponência da nova arena. Desde sua inauguração - com a final do Campeonato Brasiliense - o estádio recebeu mais do que o dobro da quantidade de público que visitou o antigo ao longo de 36 anos de existência.
O novo Mané Garrincha passou a ser visto como um ponto turístico e, mais ainda, se tornou um marco nas vidas dos que ajudaram a construir um dos estádios mais bonitos do Brasil.
Foram 14 mil os operários que participaram na construção da arena, que abrigou a partida de abertura da Copa das Confederações da Fifa Brasil 2013 e receberá sete jogos da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, e agora, quando se celebra um ano da inauguração, são eles os homenageados por um documentário que acaba de entrar em circuito em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília: “Operários da Bola”.
“É um filme sobre sonhadores. Um filme simples com gente nobre, de grandes sonhos”, conta a diretora do documentário, Virna Smith. “Eles amam o estádio que construíram porque amam essa matéria prima: o futebol.”
Cada canto um personagem
O que não faltam, entre os que ajudaram a construir o novo orgulho brasiliense, são histórias que, por si só, pareceriam valer um documentário próprio. É o caso, por exemplo, do baiano Sidney de Matos da Silva, de 39 anos, um dos funcionários mais antigos - contratado no dia 1º de setembro de 2010 - e ainda hoje trabalhando no estádio.
Entre as milhões de toneladas de materiais usados na construção, desde pequenos parafusos até a mais complexa estrutura metálica, tudo passou pelo olhar atento de Sidney, encarregado de materiais da obra. “Fazer um estádio para uma Copa do Mundo é algo histórico, que provavelmente farei só uma vez na vida. Vou poder contar para meus filhos e netos”, emociona-se Sidney, que participou de todas as etapas da construção. Todo o esforço valeu a pena. Com a remuneração recebida no estádio, Sidney pôde concluir a faculdade de ciências contábeis. “Por duas vezes eu pensei em desistir, mas aqui também encontrei apoio para que continuasse.”
Aquilo que Sidney falou com relação à estrutura é comparável ao apreço que Antônio Aparecido Vieira da Silva, de 35 anos, tem pelo gramado do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Um dos encarregados da manutenção do gramado, ele participa dos processos de corte da grama, adubação, aplicação de produtos agrícolas e plantio de novas mudas – tudo seguindo um rígido cronograma desde quando os tapetes de grama chegaram, vindos dos Sergipe, em abril de 2013.
“Descarregamos as carretas com os rolos, que deviam pesar uns 500kg”, brinca ele. “Deu trabalho, mas, quando vi aquele tapete estendido, tive uma sensação muito boa de dever cumprido.”
O próximo passo, então, é o mais importante: deixar tudo perfeito para as sete partidas que o estádio abrigará na Copa do Mundo: começando com Suíça x Equador, no dia 15, além de Colômbia x Costa do Marfim, Camarões x Brasil, Portugal x Gana, um jogo de oitavas de final, outro de quartas de final e a disputa de terceiro lugar. Até lá, Antônio continua ciumento com relação ao gramado que tanta ajuda a manter. “A tensão é imensa, porque me preocupo. Tudo tem de estar perfeito no grande dia.”
São centenas de belas histórias pessoais como essas e já um ano de história do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha como palco do futebol brasileiro. Tudo isso, e o “grande dia” ainda nem sequer chegou.
Fonte:
Fifa
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