Esporte
Alemanha se classifica ao bater Argélia na prorrogação
Copa do mundo
Foi sofrido, suado e cheio de sustos, mas, no fim, foi mesmo a Alemanha que saiu vencedora. Contra uma Argélia que teve outra grande atuação no Brasil, a Mannschaft superou um início complicado, acelerou na prorrogação e garantiu a apertada vitória por 2 a 1 para manter seu aproveitamento perfeito nas oitavas de final: agora são oito vitórias seguidas nesta fase, desde 1986 – um número que apenas comprova a tradição da tricampeã mundial.
Com mais força nos minutos finais, quando definiu o triunfo, a Alemanha vai às quartas, mas seu favoritismo será menos evidente contra uma embalada França, no Maracanã. Para a Argélia, que chegou até a sonhar em reviver a heroica vitória de 1982, a derrota no fim acabou sendo dura demais, mas não tirou o brilho de sua melhor campanha até hoje.
E mesmo com a enorme discrepância em termos de tradição, o Beira-Rio acabou vendo um grande jogo, com duas equipes que traziam estilo opostos a campo: enquanto a Alemanha dominava o meio de campo e trocava passes à exaustão, a Argélia se fechava atrás e saía com rapidez no contra-ataque.
E essa diferença, curiosamente, acabou favorecendo os africanos no primeiro tempo. Nos 15 minutos iniciais, por exemplo, os comandados de Vahid Halilhodzic chegaram com perigo em ao menos quatro oportunidades: com Feghouli, Ghoulam e, sobretudo, Slimani, que chegou até a marcar, mas em posição de impedimento.
Com a defesa enfrentando dificuldades – e com Neuer se tornando quase um líbero do time, saindo diversas da área para cortar lançamentos –, a Alemanha demorou para reagir e só foi aparecer a partir dos 35 minutos, em cabeçada de Thomas Müller, em belo chute de Kroos e no rebote de Götze, que Mbolhi defendeu com coragem.
A surpreendente atuação da Argélia fez com que Joachim Löw voltasse ao segundo tempo com mudanças. Schürrle entrou no lugar de Götze e deu mais velocidade ao time, criando duas chances perigosas logo em suas primeiras arrancadas. Com o avanço dos alemães, os argelinos voltaram a se fechar, mas ainda assustavam em contra-ataques – obrigando Neuer a boas defesas e outras saídas arrojadas.
Mas a garra argelina não impediria que os últimos minutos do tempo regulamentar fossem dos europeus: Müller, até então isolado no ataque, apareceu em duas jogadas seguidas, cruzando para cabeçada de Schweinsteiger, e depois saltando sozinho, com estilo, mas parando em um inspirado Mbolhi.
E apareceria também logo no comecinho da prorrogação, desta vez para ser decisivo: em boa jogada pela esquerda, ele cruzou para Schürrle completar com estilo, de calcanhar, e vencer Mbolhi pela primeira vez. No segundo tempo, Özil marcou o segundo e definiu o triunfo, mas não sem antes ver os argelinos ainda marcarem o de honra, com Djabou. Já era tarde, porém. Como manda a tradição, no fim foi mesmo a Alemanha quem se saiu melhor.
Fonte:
Fifa
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