Esporte
Argentina e Suíça já estão em SP para jogo das oitavas de final
Mundial
O contraste entre a favorita Argentina e o azarão Suíça, que medem forças nas oitavas de final da Copa do Mundo, pode ser medido pela badalação da primeira em contraste com a discrição da segunda na chegada a São Paulo, neste domingo (29). As equipes medem força nesta terça (1), na Arena Corinthians.
As duas seleções estão hospedadas em hotéis da zona sul da capital paulista, que ficam a uma distância de cerca de 2 km um do outro. Os jogadores suíços desembarcaram do ônibus praticamente anônimos, sem a presença de quase nenhum torcedor, apenas curiosos. Já os argentinos foram aplaudidos por umas cem pessoas. Outros cem agentes trabalharam na escolta da delegação, entre Exército, PMs e Polícia Federal. Houve fechamento da rua do hotel, com presença ostensiva de carros da polícia militar, agentes armados e batedores acompanhando o ônibus da delegação.
E claro que o cântico preferido pelos argentinos nas arquibancadas da Copa, criado especialmente para o Mundial do Brasil, foi cantado pelos torcedores argentinos na recepção da seleção: “Brasil, diga-me como é/ Ter em casa seu papai/ Te juro ainda que passem os anos/ Nunca vamos nos esquecer/ Que Diego [Maradona] te driblou/ Que Cani [Caniggia] te deixou vacinado/ Que estás chorando desde a Itália até hoje/ Vocês vão ver o Messi, a Copa nos trazer/ E Maradona é melhor do que Pelé”.
Pela janela
Para a frustração de todos, o ônibus passou direto pela torcida. O time argentino chegou ao hotel por volta das 21h. Os jogadores seguiram direto para a recepção. “Consegui ver alguns jogadores pela janela. O Rojo acenou para a gente”, contou Miguel Oviedo, referindo-se ao zagueiro, autor do gol da vitória sobre a Nigéria, no último jogo da Argentina na primeira fase.
Oviedo veio de carro de Buenos Aires com dois amigos, os irmãos Pablo e Diego Castro. Foram dois dias de viagem para cumprir os 2.500 km que separam as duas cidades. “Paramos em Porto Alegre para dormir. De lá, seguimos viagem até aqui”, contou Oviedo.
Os três se revezavam na direção, em turnos de até 7 horas. Eles já garantiram ingresso para ver a Argentina enfrentar a Suíça. Caso o time passe para as quartas de final, os amigos pretendem seguir para Brasília, para apoiar o time nas quartas de final. “Mas para lá não temos ingressos. Teremos que conseguir ainda”, afirmou, esperançoso, o argentino.
Apesar do bom retrospecto da primeira fase, quando ganhou seus três jogos, os torcedores esperam confronto mais difícil contra a Suíça. “Não vai ser tão simples como contra Bósnia, Irã e Nigéria. Um a zero está bom”, afirma Damian Araoz, que foi apoiar o time acompanhado da filha Agostina.
Despedida da Suíça
A Suíça se despediu da Bahia neste domingo (29), depois de passar 23 dias em Porto Seguro, cidade escolhida para ser a casa dos jogadores durante o Mundial. A seleção deixou a região da Costa do Descobrimento, no extremo sul do estado.
Antes de embarque, a delegação exibiu na pista do aeroporto uma faixa com a frase “Obrigado, Porto Seguro” em agradecimento pela acolhida. O gesto também foi uma maneira de retribuir a declaração do secretário estadual da Copa, Ney Campello, em coletiva realizada no sábado (28), na qual enalteceu a passagem dos jogadores pela Bahia. “Nós queremos que a Suíça avance no Mundial e volte para celebrar aqui os seus resultados”, destacou.
Para o secretário-geral da Federação Suíça de Futebol, Alex Miescher, a hospedagem na região, iniciada no dia 7 de junho, foi a melhor escolha que a delegação poderia ter feito. “Por favor, não se tornem europeus, porque nós suíços amamos vocês por não serem europeus, mas sim alegres e hospitaleiros”, elogiou.
Treinamento
O último treino em solo baiano, realizado no Estádio Municipal de Porto Seguro, foi a portas fechadas. A imprensa teve acesso apenas a 15 minutos, período de aquecimento dos jogadores. Já no treinamento do sábado (28.06), o grupo focou nas atividades técnicas, passes, finalizações e cobranças de pênaltis. O meio-campista Xherdan Shaqiri, autor dos três gols contra Honduras, ainda pela fase de grupos do Mundial, se destacou com bons chutes no recreativo.
Sobre o duelo contra os argentinos, o meia-amador Valon Behrami afirmou que será uma grande partida. “É uma partida muito importante. É um jogo contra uma grande equipe”, ressaltou. Questionado sobre um possível apoio dos brasileiros, que costumam torcer contra os vizinhos hermanos, o jogador fez pouco caso. “Essa rivalidade com a Argentina pertence ao Brasil”, disse.
Fonte:
Portal da Copa
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