Esporte
Fifa lança campanha contra o racismo nas redes sociais
Copa 2014
Nesta quinta-feira (5), a Fifa lançou uma campanha nas redes sociais contra o racismo e a discriminação do futebol. A entidade recebeu o apoio de diversas personalidades do mundo da bola, como Kevin-Prince Boateng, Roque Júnior, Joseph-Antoine Bell e Dragan Stojkovic, entre outros.
A Força-Tarefa da Fifa contra o Racismo e a Discriminação, presidida por Jeffrey Webb, foi criada no ano passado, e o Congresso da Fifa aprovou uma resolução severa, com uma série de novas sanções - incluindo dedução de pontos, expulsão de competições e rebaixamento. A entidade agora convida os torcedores a participarem da campanha enviando selfies. Uma seleção aleatória delas será mostrada nos telões dos estádios antes do apito inicial das partidas válidas pelas quartas de final da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 (Estádio Nacional, Arena Fonte Nova, Castelão e Maracanã).
Basta publicar uma foto sua com a mensagem #SayNoToRacism no Facebook, Twitter ou Instagram até o dia 4 de julho, quando terão início os Dias Antidiscriminação da Fifa, certificando-se de que tanto o post quanto a fotografia mostrem a hashtag #SayNoToRacism. A foto postada pode mostrar o torcedor sozinho ou acompanhado.
"Graças à sua enorme popularidade, o futebol é uma ferramenta poderosa para espalhar a mensagem de que o racismo não tem lugar no esporte ou na sociedade de uma maneira geral", disse o presidente da Fifa, Joseph S. Blatter. "A campanha da Fifa 'Diga Não ao Racismo' é o nosso compromisso para expulsar o racismo do futebol e dar à sociedade um exemplo de igualdade para todos."
Pela Paz
Minutos antes do pontapé inicial do primeiro jogo da Copa do Mundo, haverá um momento especial à celebração da paz. Após o protocolo de apresentação e o cara ou coroa, os jogadores e o trio de arbitragem se reunirão no círculo central, com cada seleção em seu respectivo campo. Três crianças, cada uma carregando uma pomba branca, entrarão em campo e caminharão até o centro do gramado, onde soltarão as aves em direção ao céu. O símbolo da paz irá declarar o torneio oficialmente aberto.
Racismo é crime
Há 25 anos, o racismo foi definido na Constituição Federal, pela Lei 7.716/89, como um crime inafiançável e imprescritível no País.
Segundo a lei, não pode ter a punição paga com fiança e não tem tempo de validade – e, ainda segundo a Constituição, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.
Ou seja, ser impedido de exercer os seus direitos por conta de sua cor, religião, opção sexual, entre outros, se caracteriza como crime e precisa ser denunciado, e o primeiro passo é procurar a delegacia mais próxima e abrir um boletim de ocorrência. Algumas capitais também possuem telefones específicos para isso.
Denúncias por telefone
Em São Paulo, por exemplo, onde ocorrerá a abertura da Copa do Mundo, vítimas de racismo podem ligar para o SOS Racismo, no telefone 0800-77-33-886.
Já no Rio de Janeiro a denúncia pode ser feita através do email racismo@sejdic.rj.gov.br ou pelo telefone 21 2334-5587.
No Distrito Federal, foi lançado no ano passado o Disque Racismo, feito pelo número 154 opção 7.
Em Pernambuco, há uma central de denúncias com o número 0800 281 9455. Em Porto Alegre, também cidade-sede do Mundial conta com o 0800-5412333 para receber denúncias do crime.
Fontes:
Portal da Copa
Portal Brasil
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