Esporte
Integração entre torcidas alemã e argelina marca despedida de Porto Alegre
Copa 2014
A manhã fria, nublada e úmida desta segunda-feira (30) não impediu os torcedores alemães e argelinos de instaurar um clima de festa no centro de Porto Alegre (RS). As equipes se enfrentam por uma vaga nas quartas de final às 17h, no Estádio Beira-Rio, na despedida da capital gaúcha do roteiro de jogos da Copa do Mundo.
A Oktoberfest antecipada, com direito a bandinha alemã e chope, no Largo Glênio Peres, teve início por volta das 11h. Centenas de pessoas, a maioria identificada com os europeus, já ocupavam o espaço, que ficou marcado como um aquecimento informal de fãs de todas as nacionalidades. Mas havia argelinos também. E muito animados.
Foi nesse clima de alegria que a catarinense Aline Bento, de origem portuguesa mas moradora de Jaraguá do Sul, vestida com traje típico alemão, e o argelino Beggas Mohamed Fouzi cruzaram os olhos e, no embalo da música que tocava no momento, começaram a dançar. A exibição atraiu a atenção dos curiosos, que chegaram a formar um círculo para assistir e fotografar.
Por alguns instantes, eles foram a atração do local. Em seguida, trocaram um cumprimento de mãos e sorrisos, antes de se separarem. "Aconteceu ao natural. Estávamos próximos, a música começou e, quando vimos, estávamos brincando", contou Aline, que viajou a Porto Alegre com o namorado e um grupo de amigos somente para assistir à partida. Fouzi explicou que a motivação foi o espírito de fair play. "É preciso ter alegria. Somos adversários somente em campo. Alemanha e Argélia têm boas equipes. Se eles vencerem, vou aplaudir. Se nós passarmos, vou vibrar muito. Mas será só isso".
Sonho argelino
Assim, com os termômetros de rua marcando 14 graus, uma relação calorosa entre as torcidas rivais se formou, envolvendo também os brasileiros que se misturavam à festa. Até o Ramadã, uma questão religiosa que incomoda os muçulmanos, foi tema de conversa animada entre Foued Mhaizia e dois alemães. Em meio a brincadeiras e risadas, o argelino ainda se deu direito a sonhar com a vitória de sua seleção. "A Alemanha é mais forte, mas já fizemos bons jogos nesta Copa. Se vencemos os alemães em 1982, podemos repetir no fim desta tarde."
Naturais de Berlim, mas há oito anos morando em São Francisco, nos Estados Unidos, Helge Biernath e o filho Lennart chegaram ao Rio Grande do Sul no sábado, após passar por Fortaleza e Recife. Gostaram do clima, mais ameno, e da estrutura e organização da capital gaúcha, mas a tranquilidade, segundo eles, termina às 17h. "Será uma partida difícil. A seleção da Argélia tem um futebol interessante, que mescla força e velocidade. Teremos de enfrentá-los com a mesma determinação e pegada para que a superioridade técnica e a experiência se sobressaia", analisou o pai.
Para eles, que assistiram pela TV os confrontos de Holanda contra México e Brasil contra Chile, apesar da dificuldade imposta pelas seleções de língua espanhola, passou quem deveria avançar. "Faz bem à Copa o Brasil ter se classificado. Acredito que iremos encontrá-los na semifinal. E confio que nosso conjunto tem plenas condições de superar os donos da casa", ponderou Biernath.
Alemanha e Argélia decidem quem encara a França, que bateu a Nigéria por 2 x 0, em Brasília. Alemães e argelinos prometem um jogo interessante no fim de festa do Beira Rio.
Fonte:
Portal da Copa
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