Esporte
Motivação no intervalo resultou na virada da Bélgica
Copa do Mundo
Após irem para o intervalo perdendo por 1 x 0 da Argélia, os jogadores belgas tiveram que tomar uma “chacoalhada” no vestiário para voltarem mais ligados e conseguir virar a partida. Foi o que contou o técnico Marc Wilmots, após a vitória por 2 x 1 sobre os argelinos. “No intervalo alguns jogadores estavam um pouco tristes, mas falei que não era assim, que não podíamos mudar o primeiro tempo, mas que tinha certeza que iríamos mudar a história no segundo tempo. Eles entenderam muito bem o recado”, disse.
Na opinião dos belgas, paciência foi a chave para a vitória nesta terça-feira (17), no Mineirão, em Belo Horizonte (MG). Tanto o treinador Marc Wilmots quanto o meia-atacante Kevin de Bruyne, que foi eleito o melhor jogador da partida, destacaram a calma da Bélgica para virar a partida depois de ter ido para o intervalo com o placar adverso.
“Às vezes é uma questão de ser um pouco mais paciente, e foi o que fizemos. Mostramos paciência e isso é importante em jogos como esse”, analisou De Bruyne, que joga no Wolfsburg, da Alemanha. “Sabíamos que tínhamos que ter muita paciência, esperar o momento. Um erro aconteceu, mas conseguimos gerenciar isso com bastante calma”, disse o treinador Wilmots, se referindo ao pênalti no primeiro tempo que deu origem ao gol da Argélia. A Bélgica só conseguiu virar a partida aos minutos da segunda etapa.
O jogador belga elogiou a organização dos argelinos no primeiro tempo e confessou que os jogadores belgas precisaram se doar ao máximo na segunda etapa para sair com os três pontos na partida válida pelo Grupo H da Copa do Mundo. “Quando fizemos 1 x 1, nós tivemos a sensação de dar um pouco mais de nós mesmos e, depois do segundo gol, todos tivemos o sentimento de que iríamos ganhar a partida”, afirmou o meia belga, que deu a assistência para Fellaini marcar o gol de empate dos Diabos Vermelhos. Na opinião dele, os argelinos vão tirar pontos da Rússia e da Coreia do Sul, as outras seleções do Grupo H.
De Bruyne faz parte de uma seleção que é considerada pelos belgas como a melhor geração de jogadores da história do país. O meia sabe que as expectativas por uma boa campanha são grandes, mas garante que os atletas não deixarão a pressão interferir no rendimento dentro do campo. “Há muitas expectativas para nós, mas para mim temos que ver jogo a jogo, cada jogo é difícil e diferente. Quero apenas me prerarar para o próximo jogo contra a Rússia e ganhar os três pontos. Não vamos pensar na Coreia ainda, temos que primeira pensar na Rússia. Isso é o mais importante, não pensar muito adiantado”, opinou, lembrando da partida diante dos russos, marcada para o dia 22 de junho, às 13h, no Maracanã, no Rio de Janeiro.
Para o treinador Wilmots, embora os jogadores que estavam no banco de reservas tenham sido fundamentais para a vitória belga, já que os gols saíram justamente com Fellaini e Mertens, que entraram no segundo tempo, o time que começou o jogo teve o mérito de segurar a posse de bola e cansar os argelinos. “É importante ter uma equipe técnica começando bem e se concentrando na posse de bola. Eu sabia que o momento ia chegar, era uma questão de permanecermos calmos. A Bélgica é um grupo”, destacou.
Reclamação
Decepcionado com o resultado da partida depois de ter ficado à frente do placar durante grande parte da partida, o técnico da Argélia, Vahid Halilhodzic, passou a entrevista coletiva inteira reclamando de uma falta sobre Feghouli que teria ocorrido no lance do segundo gol da Bélgica e que o árbitro não assinalou. “Para mim foi uma falta evidente. Acho que o juiz poderia facilmente ter apitado ali uma falta a nosso favor e assim ter evitado o segundo gol da Bélgica. Numa Copa do Mundo isso poderia fazer a diferença. Não sei se ele apitaria uma falta assim para a Bélgica, isso é subjetivo, mas eu vi uma falta”, disse o treinador.
Halilhodzic também lamentou a falta de ambição de seu time, que preferiu apenas se defender em vez de ousar e buscar um possível segundo gol. “Nós não ousamos, e talvez tivéssemos que ter corrido um pouco mais. Acho que eles (os jogadores) não imaginavam que a Bélgica ia marcar um gol, deixamos de jogar bem. Poderíamos ter evitado o segundo gol, por conta de toda a preparação que tivemos. Muitas vezes falei sobre o contra-ataque belga”, disse.
A Argélia volta a campo no dia 22 de junho, quando tem pela frente a Coreia do Sul, no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Fonte:
Portal da Copa
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