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No Maranhão, secretário ressalta investimentos no Judô

Incentivo

São quase R$ 10 milhões divididos em três convênios entre o governo federal e a Confederação Brasileira de Judô
por Portal Brasil publicado: 02/06/2014 16h09 última modificação: 30/07/2014 02h28

Ao mesmo tempo em que São Luís do Maranhão batia o recorde de judocas em torneios no País, com 281 inscritos no Campeonato Brasileiro Sub-18 neste fim de semana, a seleção sub-21, com 16 atletas, acompanhada de comissão técnica e equipe multidisciplinar, competia em Leibnitz, na Áustria.

O evento e o intercâmbio das seleções de base contam com investimento do convênio de R$ 3,4 milhões do Ministério do Esporte, que ainda investiu outros R$ 6,4 milhões na compra de oito mil placas de tatame e mais de 70 conjuntos de placares e sistemas eletrônicos, enviados a federações de judô de todo o País. São quase R$ 10 milhões divididos em três convênios entre o governo federal e a Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Na abertura do Campeonato Brasileiro Sub-18, o secretário Leyser ressaltou que o Ministério do Esporte é que tem orgulho pelo trabalho que o judô apresenta, servindo como um exemplo do “Brasil que dá certo”, depois de oito edições consecutivas de Jogos Olímpicos somando medalhas – e “a caminho da nona”, como incluiu o presidente da CBJ.

Falando aos judocas antes da abertura do campeonato, Ricardo Leyser explicou ainda que, "apenas a conquista da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 nos permitiu recuperar a situação do que ainda vemos pelo País, para dar melhores condições aos atletas”. No caso do judô, um convênio foi assinado para a equipagem de 26 federações, com tatames e aparelhagem eletrônica oficial – como o conjunto usado no Brasileiro Sub-18 no ginásio Castelinho –, além dos dois outros convênios específicos para preparação das seleções de base.

Com esses recursos foi possível, por exemplo, que a seleção sub-21 viajasse à Áustria, para competir neste fim de semana e seguir com treinos até quarta-feira (4), depois do maior treinamento conjunto da história da categoria em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte.

Ainda no caso do judô, o município de Lauro de Freitas, na Bahia, terá o Centro Pan-Americano, construído com investimentos de R$ 19,8 milhões do Ministério do Esporte, mais R$ 9 milhões do governo estadual e perto de ser inaugurado, para se tornar o maior CT de judô das Américas.

Todos beneficiados

Como comentou o presidente da CBJ, Paulo Wanderley, o judô precisa do governo, das empresas patrocinadoras, de gestores, dos atletas – que por sua vez, apesar do esporte ser individual, precisam de oponentes para treinar –, mas também de técnicos que, no interior do País, veem atletas com talento para seguir adiante, até em busca de uma medalha olímpica.

Raniere Mazzili, que tem sua academia em Imperatriz, no Maranhão, é um deles – levou o judô para lá “há 20 anos” e a cidade virou um polo do esporte no país.  No Brasileiro Sub-18, participou como técnico do filho Ítalo, de 15 anos, que chegou à medalha de prata da categoria até 50 kg. “O equipamento que o Ministério está trazendo é muito importante. Por exemplo: os tatames oficiais, mais pesados, não se deslocam, abrindo fendas, que podem provocar lesões nos atletas em treinamento”, explicou o pai-treinador, que apoia a distribuição de equipamentos pelos vários para incentivar o interesse de mais jovens pelo judô.

A pernambucana Amanda Lima, também de 15 anos e campeã por Pernambuco na categoria até 40 kg, teve de se recuperar depois da final. Depois, a judoca de Igarassu também falou do sonho de vencer o Pan que conquistou uma vez, de entrar para a seleção brasileira uma categoria acima, de lutar já nos Jogos Olímpicos de 2016 e “continuar sonhando”. A garota também falou dos equipamentos: “O tatame não pode ser fofo, né? Tanto que o atleta aprende no tatame de lona, ou até no chão. Aqui o tatame está ótimo, muito, muito bom”.

Legado

Assim, como lembrou o secretário Leyser, o legado dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 está chegando, e não apenas com obras e equipamentos, mas também recursos para a detecção de talentos e estruturação do alto rendimento desde as equipes de base até seleções principais, com bolsas para atletas.

Leyser falou ainda que, além de melhorar a estrutura do esporte no País, procura-se a democratização, com os equipamentos levados a todos os Estados. “Assim, 2016 não é uma finalidade. Queremos nos sair bem, sim, no Rio, mas o objetivo é criar um processo para o esporte no Brasil, que siga para 2020, 2024. Alguns dos nossos futuros medalhistas olímpicos podem estar competindo aqui, agora, no Castelinho. Por isso, o trabalho mais a longo prazo e mais sustentável: para que o País, de fato, se torne uma potência olímpica.”

 Fonte:

Ministério do Esporte

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