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Van Hooijdonk: "Agora está mais difícil derrotar a Holanda"

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Ex-jogador diz que o treinador da seleção holandesa, Louis van Gaal, realizou várias transições no time e agora eles contam com um novo sistema
por Portal Brasil publicado: 12/06/2014 12h02 última modificação: 30/07/2014 02h29

Na sexta-feira (13), quando a bola rolar para a estreia do Grupo B com a tão aguardada reedição da final da Copa do Mundo da Fifa 2010, entre Espanha e Holanda, estarão em jogo três importantes pontos que darão ao vencedor a liderança provisória da chave. E o ex-atacante da seleção holandesa Pierre van Hooijdonk sabe que o duelo representa mais do que apenas uma oportunidade de revanche. Ele aposta no novo sistema de jogo da seleção e com o entusiasmo e a força de vontade da equipe.

"Se observarmos o calendários e analisarmos os prováveis adversários da fase seguinte, podemos ver que precisamos ficar na primeira colocação", afirmou o ex-jogador em entrevista ao Fifa.com. "Com isso provavelmente evitaríamos um confronto com o Brasil. Seria muito difícil enfrentar os anfitriões. O importante é não perdermos a partida de estreia para não entrarmos no segundo jogo sob pressão."

O fato de justamente a Espanha ser a primeira adversária da Holanda certamente tem um significado especial. Para Hooijdonk, as lembranças da derrota na final em Johanesburgo ainda estão frescas na memória. "Foi uma grande decepção", afirmou ele, que descreveu os seus pensamentos no momento do sorteio: "E agora a Copa do Mundo está aí e teremos novamente este confronto."

Lembranças dolorosas

O ex-atacante, que marcou um total de 14 gols em 46 jogos pela Laranja Mecânica, sabe bem como é a sensação de ser impedido pouco antes de alcançar um grande objetivo. Na Copa do Mundo da Fifa França 1998, Hooijdonk fazia parte da seleção holandesa que perdeu do Brasil nos pênaltis. Além disso, de modo totalmente compreensível, ele não gosta de lembrar das três finais perdidas na Alemanha 1974, na Argentina 1978 e na África do Sul 2010.

"Em 1998 simplesmente demos azar contra o Brasil", afirma o ex-jogador de 44 anos. "Em 2010, chegamos muito perto. Fico lembrando da oportunidade cara a cara do (Arjen) Robben com o (Iker) Casillas. Aquela Copa do Mundo podia ter sido nossa, mas no futebol é preciso aproveitar as próprias chances. Não fizemos isso. Por isso, só temos boas estatísticas quando se trata de ficar na segunda colocação."

Novo sistema, novas esperanças

Mas, para Hooijdonk, a situação agora é diferente. "Os integrantes da nossa seleção mudaram completamente", analisou. "O treinador (Louis van Gaal) realizou várias transições. A equipe tem um novo sistema, o que é bom porque agora será mais difícil para os adversários nos superarem."

Além disso, na Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, ele aposta nas típicas características holandesas, como o entusiasmo e a força de vontade. "Sim, vamos torcer para isso, pode ser a chave do nosso sucesso", comentou Hooijdonk. "Agora estamos no Brasil, o País do futebol. Todos aqui respiram futebol. Fazer parte deste torneio aqui é algo fantástico!" E poderá ficar ainda melhor se ele conseguir finalmente esquecer o choque da derrota de 2010 com uma vitória na revanche diante dos espanhóis.

Fonte: 
Fifa

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