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Yoshida: "Meu sonho é que o Japão vá melhor que há quatro anos"

Expectativas

Em entrevista à Fifa TV, o zagueiro falou sobre as lições que tirou assistindo pela TV à sua seleção na África do Sul 2010
por Portal Brasil publicado: 13/06/2014 14h42 última modificação: 30/07/2014 02h29

Desde a França 1998, quando o Japão estreou em Copas do Mundo da Fifa, o panorama da seleção do País evoluiu enormemente. Hoje, antes da quinta participação consecutiva do conjunto no maior torneio do futebol, isso é visível.

Enquanto naquele tempo a equipe era formada inteiramente por jogadores que atuavam no futebol japonês, hoje mais da metade do elenco se encontra espalhado pelo planeta, disputando inclusive alguns dos campeonatos nacionais mais badalados do mundo. Entre eles, alguns têm até mesmo conseguido se destacar, como é o caso de Maya Yoshida, que acaba de trocar o VVV-Venlo holandês pelo Southampton inglês.

O zagueiro agora se prepara para disputar sua primeira Copa do Mundo. Antes da estreia do Japão contra a Costa do Marfim, ele conversou com o Fifa TV sobre o impacto que os atletas que atuam no exterior tiveram na seleção e as lições que tirou assistindo pela TV à sua seleção na África do Sul 2010. Segundo o jogador, o fato de  terem competido no Brasil durante a Copa das Confederações, é uma vantagem, já que isso permitiu que a delegação japonesa pudesse conhecer um pouco mais sobre o Brasil dentro e fora do campo, como clima e alimentação.

Fifa TV: Na Copa do Mundo de 1998, nenhum jogador japonês atuava fora do próprio país. Já hoje são 12 os que jogam no exterior. De que maneira isso permitiu a eles mudar e se aprimorar?

Maya Yoshida: Acho que poder se comparar para valer com jogadores de primeira todos os dias é muito importante quando você vai participar de torneios entre seleções. Ter esse tipo de experiência é o que mais mudou para mim. Em comparação com quatro anos atrás, houve um aumento no número de japoneses em times estrangeiros, e acho que ainda mais atletas vão jogar fora do país depois da Copa do Mundo.

Você cresceu por jogar na Europa?

Quando jogava no Japão, era basicamente com compatriotas. Mas na Inglaterra e na Holanda, tive a chance de jogar com jogadores de cada um desses países, que são fortes fisicamente. Trocar de ambiente e jogar ao lado de europeus e sul-americanos – algo bastante incomum para mim no começo – se tornou normal. Jogar pela seleção também passou de ser uma coisa muito especial e incomum a algo muito normal.

Qual é influência de Alberto Zaccheroni em sua seleção?

Acho que nosso técnico realmente entende o povo japonês. Ele nos ajudou a aprender a competir com seleções europeias de ponta e ainda manter nosso próprio estilo.

Disputar a Copa das Confederações os ajudou a se preparar para a Copa do Mundo?

O Brasil era a sede tanto da Copa das Confederações quanto da Copa do Mundo, e realmente conseguimos sentir de perto o País, tanto dentro quanto fora de campo. Além de coisas como o calor e o ambiente, pudemos conhecer o Brasil em áreas além do futebol, como a comida e a vida dentro do hotel. Acho que o fato de já termos visto o País de perto fará uma grande diferença. Apesar de não termos conseguido resultados muito bons na Copa das Confederações, acho que competir com equipes que são consideradas as melhores do mundo foi uma experiência valiosa para nós.

O lema da Federação Japonesa de Futebol para a Copa do Mundo de 2014 é "Transforme seu sonhos em poder". Qual é seu sonho para o torneio?

Entre o enorme número de pessoas que jogam futebol no mundo, só uns poucos podem disputar esta competição. Há quatro anos, eu assisti à Copa do Mundo pela TV de casa e desejei estar em campo. Conseguir resultados melhores que os da última seleção a ir ao Mundial é meu sonho. Na verdade, é mais um objetivo que um sonho.

Do que você se lembra daqueles dias em que viu a Copa do Mundo de casa pela TV?

O Japão conseguiu resultados melhores que os esperados. Naquele ano, muitos dos atletas com quem eu já tinha jogado no Japão mostraram seus talentos, como o (Keisuke) Honda e o (Eiji) Kawashima. Por isso, a Copa do Mundo foi uma coisa muito próxima para mim. Foi quando disputá-la deixou de ser um sonho abstrato e passou a ser um objetivo concreto dentro de mim. O que era um sonho há quatro anos está se transformando em um objetivo. Agora, estou realmente no Brasil.

Fonte:
Fifa 

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