Esporte
"Chegamos entre as quatro melhores seleções do mundo", diz Parreira
Destaque
O técnico Felipão era quem iria participar da entrevista coletiva desta quarta-feira (9) na Granja Comary. Mas seus companheiros de comissão técnica, todos os integrantes, fizeram questão de acompanhar o comandante da Seleção Brasileira.
A derrota histórica para a Alemanha ainda era motivo de tristeza para todos. Mas Felipão adiantou que o resultado inesperado não poderia ditar o prosseguimento da vida e da carreira de todos na Seleção.
"Sei que minha carreira vai ficar marcada por essa derrota. Só que temos a obrigação de seguir em frente, pensar no próximo objetivo, que no caso é a disputa do terceiro lugar no jogo de sábado em Brasília. Sei que é um sonho bem menor daquele que todos queríamos, mas temos de honrar a camisa da Seleção".
Para comprovar o acerto do trabalho em conjunto executado pela comissão técnica, sempre ouvindo o departamento médico para planejar a intensidade dos treinos, Felipão exemplificou com a campanha do Brasil.
"Chegamos entre as quatro semifinalistas, as quatro melhores seleções do mundo. Teve muita seleção boa que voltou para casa há muito tempo. Agora, vamos jogar para ser a terceira colocada
Felipão argumentou ainda com números sobre a sua campanha à frente da equipe. "Em 2013/2014, foram 28 amistosos, com 19 vitórias, seis empates e três derrotas. Em jogos oficiais, foram 11 jogos, com oito vitórias, dois empates e uma derrota", enfatizou o técnico.
O coordenador técnico Carlos Alberto Parreira elogiou o trabalho de Felipão e da comissão técnica, assim como o comprometimento demonstrado pelos jogadores.
"Durante este um ano e meio de convívio, não tivemos o menor problema com um único jogador. Eles tiveram um comportamento exemplar. Quanto a acerto do trabalho de preparação, é sempre assim: quando se ganha, foi muito bem feito; quando se perde, está tudo errado", disse Parreira, que falou, ainda, da grandeza da Seleção Brasileira e da sua projeção para o futuro.
"A Seleção Brasileira é muito grande, tem uma história vencedora, e vai dar a volta por cima".
Em sua entrevista, o goleiro Julio Cesar foi enfático. Ele, que se despediu de Copa do Mundo, chamou a atenção para o perigo que a derrota contundente para a Alemanha possa ser responsável por se "jogar fora" uma geração que tem potencial para representar bem o Brasil na Copa do Mundo de 2018.
"Há vários jogadores no grupo que poderão brilhar em 2018. São jogadores de futuro, com potencial para serem campeões do mundo", destacou.
O goleiro não citou nomes, mas do atual grupo Oscar, Willian, Bernard, Fernandinho, Luiz Gustavo, David Luiz, sem falar em Neymar, são jogadores que têm grandes chances de prosseguir na Seleção.
Na Copa do Mundo de 1966, jogadores que foram praticamente execrados depois da campanha vergonhosa, ainda assim continuaram na equipe. Na época, o Brasil foi eliminado na fase de classificação, com uma vitória e duas derrotas.
Daquele grupo, Gérson, que era a maior revelação e esperança no meio-campo, voltou da Copa da Inglaterra completamente "queimado", tido como jogador de clube e não de Seleção - quatro anos depois, seria o maestro que conduziu o meio-campo da Seleção Brasileira ao tricampeonato em 1970 no México.
Jairzinho, então um garoto, também foi rotulado como um jogador comum e inexperiente para disputar uma Copa do Mundo, e quatro anos depois, seria o artilheiro do Brasil na Copa do Mundo, sendo até hoje o único jogador a marcar gol em todos os jogos da Copa do Mundo.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















