Esporte
Cidade mineira de Passos lança skate no Segundo Tempo
Esporte radical
A grande febre do momento na cidade de Passos, Minas Gerais, é a prática do skate. Distante 350 km da capital Belo Horizonte, a cidade é referência pelo polo de moda da região, tem se destacado na confecção de roupas e conta inúmeras lojas e fábricas além da popular Avenida da Moda.
Nela, cerca de mil estudantes, a maioria filhos de costureiros, auxiliares de costura e vendedores é contemplada pelo programa de inclusão social do Ministério do Esporte em dez núcleos, sendo que em dois o forte é a prática do skate.
Os núcleos funcionam em escolas e espaços públicos da cidade. O programa tem como coordenador-geral, Luiz Flávio Silva dos Santos, e a coordenadora pedagógica, Priscila Fernanda.
No Centro Esportivo Unificado (Ceu), no bairro Coimbras, foram instaladas duas unidades do Segundo Tempo (PST) e o comando é da coordenadora de núcleo, a professora de Educação Física, Ana Paula de Oliveira. Na unidade, 200 alunos moradores locais e dos bairros Nossa Senhora de Lourdes, Santo Antonio e Jardim Califórnia aprendem as manobras radicas.
Além do equipamento sobre quatro rodas, cada estudante recebeu o kit de segurança contendo capacete, joelheira, cotoveleira e luvas. “O uso desse material é obrigatório para que nossas crianças não se machuquem durante as aulas”, explica Luiz Flávio. Ana Paula, por sua vez, complementa, que “não é permitido andar de skate sem o uso de tênis para evitar machucados nos pés.”
As aulas são realizadas três vezes por semana e têm duração de duas horas cada. Foram criadas três turmas na faixa etária de seis a 10 anos, de 11 a 14 anos e de 15 a 17 anos. Assim como o esporte, o treinamento é bastante descontraído. Um exemplo acontece com um dos monitores, Flávio Adriano da Silva, 21, que é chamado carinhosamente pelos alunos de “Bode”, numa referencia a barba do animal.
Atualmente, o ensinamento à garotada ainda está em processo de iniciação. O treino básico consiste no equilíbrio sobre o skate, no aprendizado da linguagem técnica adotada para cada manobra do esporte e o conhecimento da história do esporte. “Remar significa se equilibrar, doprar é descer a rampa e 360 é o giro total no skate”, ensina o professor.
“Nosso monitor é muito legal, saca tudo do skate, ele é nosso herói” elogia o aluno Leonardo de Oliveira, 10, estudante do PST que estuda o 4º ano, na escola Enanias Mereciano, ao revelar verdadeira admiração pelo mestre. “Gosto de aventura e já aprendi um esporte. Com meu treinador já aprendi a girar 360 graus, umas das manobras mais difíceis”, conta.
Meninas na rampa
O skate também conquistou a admiração de garotas como a aluna Rafaela Vilela, aluna da 3ª série, na escola Eula Leal de Melo. Filha de mãe costureira, a menina não disfarça a empolgação. “Estou curtindo demais descer rampa e achei um primor usar capacetes e luvas na cor rosa para meninas e azul e roxo para meninos”, destaca.
Fonte:
Ministério do Esporte
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















