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Copa do Mundo também deixará legados para futebol feminino

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Incentivo aos campeonatos nacionais de base também foi lembrado por Aldo Rebelo como maneira de fortalecer futebol feminino
por Portal Brasil publicado: 10/07/2014 19h59 última modificação: 10/07/2014 19h59

A segunda Copa do Mundo organizada pelo Brasil está chegando ao fim e o próximo torneio com essa dimensão a ser promovido pela Fifa será a competição feminina de 2015. A apresentação do cartaz oficial do torneio que será sediado pelo Canadá foi feita nesta quinta-feira (10), durante a coletiva diária de imprensa organizada pela entidade máxima do futebol no Rio de Janeiro.

Na ocasião, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ressaltou a importância da infraestrutura deixada pelo Mundial de 2014 para o desenvolvimento do futebol feminino no País, como o Centro de Treinamento em São José dos Campos (SP), utilizado pelo atual campeão nacional.

“Eu tenho uma visão otimista da perspectiva do futebol feminino no Brasil. Contamos com ações importantes para isso. Gostaria que um dos legados da Copa fosse para o futebol feminino. Criamos uma diretoria da modalidade, convidamos uma atleta com trajetória vitoriosa, que é a Michael Jackson, criamos um grupo de trabalho na Secretaria de Futebol e temos contribuições importantes. Estamos construindo um Centro de Treinamento em Foz do Iguaçu, com R$ 17 milhões captados pela Lei de incentivo ao esporte, e temos outro que foi reformado para ser opção de base de alguma equipe no Mundial de 2014, em São José dos Campos”, pontuou.

O incentivo aos campeonatos nacionais de base também foi lembrado por Aldo Rebelo como uma maneira de fortalecer o futebol feminino. “Promovemos os campeonatos escolar e universitário de futebol feminino como uma forma de incentivar a base da modalidade. Além disso, a Caixa Econômica Federal vai continuar apoiando o campeonato brasileiro e esperamos que os clubes assumam suas parcelas de responsabilidades.”

Membro do Comitê Executivo e da Comissão de Futebol Feminino da Fifa, Lydia Nsekera acredita que o Brasil é o país que pode promover ainda mais o futebol feminino pelo mundo. “Temos uma força tarefa para o futebol feminino, para que as 209 confederações filiadas à Fifa desenvolvam o esporte, também como uma importante ferramenta para a educação, desde a base. E o Brasil é o país que pode promover o futebol feminino. Em alguns dias teremos a final da Copa e um legado importante é que usaremos recursos gerados pelo torneio para o desenvolvimento do futebol feminino, com o fortalecimento da liga brasileira”, afirmou.

Marta                     

Eleita cinco vezes a melhor jogadora do planeta, Marta, que também é embaixadora da Copa do Mundo de 2014, disse que ainda falta uma mudança na cultura do brasileiro em relação ao futebol feminino. “São dois anos consecutivos de campeonato brasileiro e a divulgação ainda é pequena, mas temos que dar continuidade ao trabalho que está sendo desenvolvido para avançarmos. Acredito que uma das dificuldades ainda é a cultura do povo voltada apenas para o futebol masculino, mas trabalhamos para aumentar o interesse e que, ao invés de exportarmos jogadoras, importemos as estrangeiras. Essa é a nossa esperança para o futuro”, comentou a camisa 10, que espera conquistar o título mundial no próximo ano e realizar uma boa preparação para as Olimpíadas de 2016 no Brasil.

A Copa do Mundo de futebol feminino também será uma plataforma para o Canadá lançar a candidatura como sede do Mundial masculino de 2026, segundo Victor Montagliani, presidente do Comitê Organizador do país. “Quando você sedia uma Copa sabe que esta será uma experiência única. O Canadá é uma nação emergente no futebol, temos 800 mil jogadores registrados, sendo 350 mil mulheres. Então, o torneio feminino será uma grande oportunidade para celebrarmos o futebol no país e termos uma plataforma de lançamento para nos candidatarmos a sede da Copa do Mundo masculina em 2026”, projetou.

O torneio no próximo ano terá seis cidades-sede (Edmonton, Moncton, Montreal, Ottawa, Vancouver e Winnipeg), que vão da costa do Atlântico a do Pacífico, passando por cinco fusos. Pela primeira vez, 24 equipes participarão da disputa.

 

Fonte:

Ministério do Esporte

 

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