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Fortaleza: seis jogos, R$ 700 milhões na economia e 860 mil torcedores no Castelão e na Fan Fest

Copa 2014

Com 360 mil torcedores na Arena Castelão e mais de 500 mil na Fan Fest, a capital cearense se despediu do Mundial com legado social e de infraestrutura que ficará para a cidade
por Portal Brasil publicado: 06/07/2014 14h37 última modificação: 06/07/2014 14h38

Fortaleza encerrou a sua participação na Copa do Mundo na última sexta-feira (4), após a vitória do Brasil por 2 x 1 sobre a Colômbia, na Arena Castelão. O jogo valeu a classificação da Seleção para as semifinais após 12 anos. Em campo, foram seis partidas, 17 gols, e público de quase 360 mil pessoas. Fora dele, muita festa dos torcedores de vários países e elogios à cidade e ao povo cearense.

Em entrevista coletiva para anunciar o balanço do Mundial, os gestores da prefeitura e do governo estadual celebraram a “Copa perfeita” organizada por Fortaleza.

“Nem nos meus melhores sonhos a gente teria uma Copa tão excelente como a que realizamos”, afirmou o secretário Especial da Copa do Ceará (Secopa), Ferruccio Feitosa.

“É um sentimento de realização e felicidade chegar aqui não só com esse resultado, mas com essa energia e essa alegria que vimos em toda Fortaleza”, disse a secretária Extraordinária da Copa de Fortaleza (Secopafor), Patrícia Macedo.

Jogos e público

A primeira fase da Copa do Mundo batizou o Castelão como o “estádio das zebras”, já que nenhum favorito conseguiu vencer na capital cearense. Em 14 de junho, o Uruguai perdeu de virada para Costa Rica, por 3 x 1. Já no dia 17, o Brasil não conseguiu sair do zero diante do México.

Quatro dias mais tarde (21), foi a vez dos alemães empatarem com a seleção de Gana por 2 x 2. Por fim, no dia 24 de junho, a Costa do Marfim precisava de um simples empate contra a Grécia para se classificar, mas perdeu por 2 x 1 e foi eliminada.

Nas oitavas e quartas-de-final, os favoritos Holanda e Brasil trataram de espantar as zebras e venceram México e Colômbia, respectivamente. Ao todo, foram quase 360 mil pessoas no estádio e média de 59 mil pessoas por jogo.

Do total presente na Arena Castelão, segundo a Secopa, foram 150 mil turistas estrangeiros e 109 mil visitantes brasileiros de outros estados – média de 43 mil turistas por partida. Somados às pessoas que viajaram a Fortaleza sem ingressos para os jogos, o número de turistas deve superar os 350 mil.

Entre os estrangeiros, os norte-americanos lideraram o público na Arena Castelão, com 27 mil ingressos comprados, seguidos por mexicanos (22 mil) e alemães (15 mil). No mercado interno, os paulistas, com 40 mil entradas adquiridas, ficaram em primeiro no ranking de torcedores. Os visitantes do Rio de Janeiro (14 mil) e do Rio Grande do Norte (7,5 mil) aparecem em segundo e terceiro colocados.

Economia

Segundo o secretário Ferruccio Feitosa, o número de visitantes estrangeiros apenas na Arena Castelão superou a quantidade de turistas de outros países em todo ano de 2013 na capital cearense.

“Os visitantes injetaram pelo menos R$ 700 milhões de forma direta na economia cearense durante os dias de Copa do Mundo. Ao longo de 12 meses, isso vai ser multiplicado e dará muitas oportunidades ao povo cearense”, disse o secretário. Segundo ele, a quantidade de empregos gerados ainda está sendo contabilizada.

Voos

Grande parte dos turistas que viajaram a Fortaleza optaram pelo deslocamento aéreo. No total, durante os dias de Copa do Mundo na cidade, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou 5.025 voos – média de 209 por dia – no Aeroporto Internacional Pinto Martins. Apenas no dia da partida entre Brasil e Colômbia, na última sexta-feira (4), pelo menos 25 mil pessoas passaram pelo aeroporto da capital cearense.

Mobilidade

Um dos itens mais elogiados pelos turistas durante a Copa do Mundo foi o sistema de mobilidade implementado para os seis jogos na cidade. Ao todo, 350 ônibus grátis saíram de sete bolsões de estacionamento com destino ao estádio.

De acordo com a prefeitura, foram 283 mil pessoas transportadas nas linhas especiais até o Castelão – média de 47 mil por partida. Além disso, foram 40 mil usuários dos micro-ônibus especiais para torcedores com mobilidade reduzida.

“Fiquei impressionado com a quantidade de ônibus e a rapidez até o estádio”, afirmou o holandês Geurt Roos, de 61 anos, que assistiu a vitória da Holanda sobre o México. As irmãs Benildes, 82, e Teresa, 70, saíram de Teresina para acompanhar a partida entre Grécia e Costa do Marfim.

Do aeroporto, elas foram em uma das linhas especiais até o Castelão e, de lá, embarcaram em um micro-ônibus até a porta do estádio. “Está tudo ótimo. Fomos muito bem atendidas desde o aeroporto. Há muitos voluntários para ajudar os turistas e os ônibus são rápidos”, elogiou Benildes.

Fan Fest

Os 21 dias de Fan Fest resumiram bem o slogan “Fortaleza, cidade-sede da alegria” durante a Copa do Mundo. Escolhida pela FIFA para realizar a inauguração mundial do evento, em 8 de junho, a capital cearense viu 505 mil pessoas passarem pela arena montada na Praia de Iracema – média de 24 mil por dia. O espaço ainda realizará mais quatro exibições, nas semifinais, decisão do terceiro lugar e final da Copa do Mundo.

Atendimento médico

Os postos médicos avançados colocados na arena da Fan Fest, na Praia de Iracema, e no Castelão realizaram 804 atendimentos e 37 remoções para unidades de saúde da cidade. Foram 171 pessoas atendidas e 10 removidas no posto do estádio e 733 atendimentos e 27 remoções na Fan Fest.

Segurança

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e de Defesa Social do Ceará (SSPDS), foram realizados 497 boletins de ocorrência (BOs) e 80 termos circunstanciados de ocorrência (TCOs) durante a Copa do Mundo na capital cearense.

Foram 31 prisões em flagrante, sendo 12 estrangeiros (10 mexicanos, um grego e um alemão). Para o Mundial, Fortaleza contou com mais de sete mil agentes de segurança em toda cidade.

Resíduos sólidos

Os 100 catadores de materiais recicláveis que atuaram no entorno da Arena Castelão e da Fan Fest, na Praia de Iracema, recolheram 37 toneladas de resíduos sólidos. “Essa operação é muito importante porque gera emprego e renda para os catadores. Além disso, fizemos uma limpeza da areia para garantir a salubridade”, afirmou a secretária Patrícia Macedo.

Voluntariado

Os inscritos no programa de voluntários do governo federal também tiveram participação importante durante o Mundial. No total, foram 280 pessoas, com 200 atuando nos bolsões de estacionamento e 80 divididas entre Fan Fest e Arena Castelão.

A experiência, considerada como única pelos próprios voluntários, ficará na memória de cada um para a vida toda. “Foi uma experiência indescritível. Já vou procurar saber como faço para me inscrever para as Olimpíadas do Rio de Janeiro”, relatou a voluntária Vera Lúcia Silva, estudante de Turismo, que atuava na região do estádio para orientar os torcedores.

Legado para a cidade

Segundo os gestores da cidade e do estado, Fortaleza terá “outra cara” depois da Copa do Mundo. Além de ficar conhecida mundialmente após sediar jogos importantes da competição, a cidade realizou importantes obras de mobilidade urbana para melhorar a fluidez do trânsito.

Com investimento de R$ 38,4 milhões, a rotatória e o túnel em frente ao estádio Castelão possibilitam a interligação das avenidas Paulino Rocha, Alberto Craveiro, Silas Munguba (antiga Dedé Brasil) e Juscelino Kubitschek. Já as avenidas Paulino Rocha e Alberto Craveiro, que foram ampliadas, tiveram investimento de R$ 19,5 milhões e R$ 28,6 milhões.

Além das obras de infraestrutura para o trânsito da cidade, Fortaleza inaugurou no dia 16 de junho o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe. Na ocasião, 3,6 mil mexicanos chegaram em um navio para acompanhar a partida diante da Seleção Brasileira.

O novo complexo, que tem capacidade para receber cerca de 4.500 passageiros por turno, para embarque ou desembarque, mede 350 metros de extensão e 13 metros de profundidade.

O investimento de R$ 205 milhões inclui obra civil, utilidades, mobiliário operacional, licenciamento e compensação ambiental, indenizações, fiscalização e aquisição de equipamentos (scanner, circuito fechado de televisão, raio X, elevador, escada rolante, defensas, entre outros).

“São tantos legados que fica até difícil enumerar. O maior é o social, gerando emprego, renda e maior qualidade de vida para a população. Temos a visibilidade que Fortaleza ganhou para o Brasil e para o mundo, com a potencialização do turismo, que é algo que a gente precisa cada vez mais incrementar”, afirmou o secretário Ferruccio Feitosa.

“As obras são para o povo cearense. É para a mobilidade, para que o morador passe menos tempo no transporte e mais tempo com a família”, completou.

Fonte:
Portal da Copa

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