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Esporte

França e Alemanha fazem clássico europeu pelas quartas de final

No Maracanã

Vencedor do confronto enfrentará o vencedor de Brasil x Colômbia na semifinal da Copa do Mundo
por Portal Brasil publicado: 04/07/2014 09h30 última modificação: 04/07/2014 09h30

França e Alemanha fazem o clássico europeu das quartas de final da Copa do Mundo 2014 nesta sexta-feira (4) às 13h, no Rio de Janeiro (RJ). A partida no Maracanã reunirá quatro títulos mundiais em campo, uma rivalidade histórica, além de grandes estrelas no cenário futebolístico, como Benzema, Pogba e Lloris do lado francês e Müller, Özil, Schweinsteiger e Neuer do lado alemão.

Se os franceses chegaram desacreditados na Copa do Mundo, as apresentações contra Honduras, Suíça e Nigéria aumentaram a confiança na equipe e credenciaram os Bleus como candidatos ao título.

Talvez, por isso, o técnico Didier Deschamps não veja tanta pressão sobre o grupo. “Não há razão para estarmos tensos. Temos uma partida de quartas de final com um rival experiente e forte, mas, é um prazer disputar um duelo como esse e estamos nos preparando da melhor maneira”, comentou durante a coletiva na véspera da partida.

“Não há medo de eliminação. Estamos diante de uma partida onde tudo é possível. É um grande prazer poder enfrentar a Alemanha. Estamos animados e com vontade de vencer. A verdade é a verdade em campo e vamos tentar ter o melhor desempenho”, completou o goleiro Lloris.

Por outro lado, a Alemanha, que chegou para a disputa como uma das favoritas a levantar a taça, ainda não apresentou um futebol que mostrasse todo o potencial da equipe, pelo menos na opinião do técnico Joachin Löw.

“Nós não mostramos nosso melhor até aqui. Jogamos contra Gana e EUA que não tinham nada a perder, o que faz com que as coisas fiquem mais difíceis. Era o jogo da vida deles e isso é uma vantagem psicológica. Do ponto de vista futebolístico, acredito que nenhuma seleção chegou ao máximo desempenho. Não é fácil conseguir isso numa Copa. Quando vemos os classificados para as quartas de final, nenhum passou pela fase anterior com facilidade”.

A expectativa do povo alemão quanto ao desempenho da equipe faz com os jogadores tenham que lidar com uma pressão maior pelos resultados positivos, o que para o meio-campista Toni Kroos não é novidade. “Pressão não é algo novo para nós. Ela existe porque somos jogadores de elevado nível e temos capacidade de fazer grandes realizações. No nosso país todos querem o título, outro resultado seria uma derrota. Mostramos que somos capazes e espero que possamos continuar nesse caminho”, afirmou após o treino de reconhecimento do gramado do Maracanã. Desta vez, as equipes puderam treinar no local na véspera do duelo.

Ao ataque
A proposta das duas equipes é pelo jogo ofensivo, com posse de bola e troca de passes. O confronto colocará frente a frente o terceiro melhor ataque da Copa do Mundo, a França (dez gols), contra o quarto melhor ataque, a Alemanha (nove gols).

“Em termos de técnica e tática o nível da partida será alto. Os alemães têm a proposta de jogo deles e temos que estar preparados. Eles podem atacar, mas também temos nossas qualidades. Em uma partida decisiva há uma fase de observação e é preciso serenidade para tocar a bola e sentir o jogo. O menor erro contra a Alemanha pode custar caro e estamos cientes disso”, afirmou Lloris.

Além da força no ataque, os franceses têm uma das defesas menos vazadas do torneio (dois gols), enquanto os alemães são donos do melhor índice de passes certos da competição: 84%. Para Toni Kroos, a chave da vitória está no domínio do meio-campo. “Certamente a França é uma equipe com um nível elevado. Sabemos o que vamos enfrentar. Eles mostraram ter um meio-campo forte, então, será importante termos posse de bola. Este tipo de jogo é decidido no meio-campo”, analisou.

Campanhas
A França estreou com uma vitória de 3 a 0 contra Honduras pelo Grupo E. Na segunda rodada, nova goleada, desta vez por 5 a 2 sobre a Suíça. A campanha na primeira fase terminou com um 0 a 0 contra o Equador. Nas oitavas de final os Bleus derrotaram a Nigéria por 2 a 0.

A Alemanha fez 4 a 0 sobre Portugal em sua estreia no Mundial. Na sequência, os alemães empataram em 2 a 2 com Gana e derrotaram os EUA por 1x0 pelo Grupo G. Nas oitavas de final, vitória por 2 a 1 contra a Argélia na prorrogação.

Escalações
Com todos os atletas à disposição, inclusive os zagueiros Sakho, recuperado de lesão muscular, e Varane, que teve um quadro de desidratação, o comandante francês Didier Deschamps deve levar a campo a seguinte equipe: Lloris; Debuchy, Varane, Sakho e Evra; Cabaye, Matuidi, Pogba e Valbuena; Benzema e Giroud (Griezmann).

O treinador alemão está satisfeito com as atuações de Lahm tanto na lateral como no meio de campo e pode usar a mudança de posicionamento do atleta como uma variação durante a partida. “Vamos levar em consideração o que acontece na equipe para tomar as decisões. Vamos ver qual a melhor solução para cada partida”, disse Löw.

Caso mantenha o jogador na posição de volante, a provável equipe que irá a campo será: Neuer, Boateng, Mertesacker, Hummels e Höwedes; Lahm, Schweinsteiger e Kroos; Özil, Müller e Götze (Schürrle).

O trio de arbitragem para a partida é argentino. Nestor Pitana será auxiliado por Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti.

Palco
O Maracanã receberá sua sexta partida neste Mundial e pela segunda vez com os franceses em campo. A primeira foi no empate em 0 a 0 com o Equador. “Casa” dos sul-americanos, a arena também teve os duelos entre Argentina 2 a 1 Bósnia-Herzegovina, Chile 2 a 0 Espanha, além de Colômbia 2 a 0 Uruguai. A única partida sem contar com uma equipe vizinha ao Brasil foi entre os europeus Bélgica 1 a 0 Rússia.

A história do estádio e a força das arquibancadas, que tem a maior média de público do torneio – quase 74 mil torcedores por jogo, não têm inspirado os artilheiros no estádio carioca, que tem média de 1,6 gol por partida.

Histórico
Esta será a terceira vez que França e Alemanha se enfrentam na história das Copas. O primeiro duelo foi na disputa do terceiro lugar do Mundial de 1958, que terminou com vitória francesa por 6 a 3. Nas outras duas ocasiões, os alemães levaram a melhor e eliminaram os rivais nas semifinais. Em 1982, após empate em 3 a 3 no tempo normal, a vitória veio nos pênaltis por 5 a 4. Em 1986, o triunfo foi por 2 a 0.

Fonte:
Portal da Copa

 

 

 

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