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Prefeitura do Rio inicia obras do Complexo Esportivo de Deodoro

Brasil 2016

Instalação esportiva receberá competições de 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas
por Portal Brasil publicado: 03/07/2014 16h02 última modificação: 03/07/2014 16h02

A Prefeitura do Rio inicia nesta quinta-feira (03) as obras que vão preparar o Complexo Esportivo de Deodoro ara os Jogos de 2016. O local será sede de 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas e, como recebeu os Jogos Pan-Americanos de 2007 e os Jogos Mundiais Militares de 2011, já tem 60% das áreas de competição permanentes construídas. O Centro Nacional de Tiro Esportivo, a piscina do pentatlo moderno, o Centro Nacional de Hipismo e o Centro de Hóquei Sobre Grama precisam apenas de ampliação e adaptações.

O local ganhará mais três instalações permanentes: a Arena Deodoro, a pista de BMX e o circuito de canoagem slalom. A pista de mountain bike e a arena de rúgbi e combinado do pentatlo moderno serão provisórias. As intervenções serão coordenadas pela Riourbe e pela Empresa Olímpica Municipal (EOM), e feitas com recursos do Ministério do Esporte. A conclusão será no primeiro semestre de 2016.  

Após os Jogos Olímpicos, o circuito de canoagem slalom e a pista de BMX farão parte do Parque Radical, um dos legados esportivos do evento para a região. Com cerca de 500 mil metros quadrados, o parque será o segundo maior da cidade (atrás apenas do Parque do Flamengo). Instalações esportivas terão uso combinado para o treinamento de atletas de alto rendimento e lazer da população, em uma região com poucas opções para a prática de atividades ao ar livre e grande concentração de população jovem. As instalações esportivas permanentes de Deodoro, ao lado das da Barra da Tijuca, formarão o futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT), o principal legado de infraestrutura esportiva do Rio 2016 para o esporte de alta performance do país.

Como o Complexo de Deodoro já possui mais da metade das instalações necessárias para os Jogos, as obras no local serão mais simples, garantindo a rapidez na execução. Um exemplo é a pista de BMX, composta na maior parte por morros de terra. Durante o processo de licitação para escolha das empresas responsáveis pela preparação do local, o Complexo de Deodoro foi dividido em duas grandes áreas delimitadas pela linha férrea.

As intervenções começarão pela região Norte, que inclui o circuito de canoagem slalom, a pista de mountain bike, a pista de BMX, o Centro de Tiro, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro (esgrima do pentatlo moderno e preliminares do basquete feminino), o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do pentatlo moderno. As obras serão realizadas pelo consórcio Complexo Deodoro, formado pelas construtoras Queiroz Galvão S/A e OAS S/A, vencedor da licitação com proposta no valor de R$ 643.707.225,70.  

A primeira fase das obras abrangerá as áreas comuns e de circulação do Parque Radical e edificações de apoio, com intervenções de infraestrutura, preparo de canteiros e limpeza do terreno. Na sequência, serão iniciadas as intervenções da Arena Deodoro e a reforma do Centro de Tiro.

Até agosto começa a obra da Região Sul, que contempla o Centro Nacional de Hipismo, onde acontecerão as competições de cross country, salto e adestramento. O responsável é o consórcio IBEG Engenharia e Construções Ltda., com proposta no valor de R$ 157.132.192,92.

Além da construção e reforma das instalações, os contratos das duas regiões preveem 10 meses de operação e, após os Jogos, seis meses para desmontagem das estruturas temporárias e adequações das arenas permanentes.

Histórico

A Prefeitura assumiu a responsabilidade pelos projetos e obras do Complexo Esportivo de Deodoro em novembro de 2013 e, desde então, começou a trabalhar para ajustar o cronograma da instalação à entrega para os Jogos de 2016. No Dossiê de Candidatura, a responsabilidade pelo Complexo era do governo federal, que delegou a execução ao Governo do Estado do Rio de Janeiro e, depois, transferiu a tarefa à Prefeitura.

Assim como ocorreu com as demais instalações olímpicas, a preparação do Complexo Esportivo de Deodoro para 2016 está sendo pautada pelos critérios de economicidade, simplicidade e praticidade. A Arena Deodoro, por exemplo, terá 5 mil lugares durante os Jogos, porém apenas 2 mil lugares serão permanentes, o que diminuirá o custo de sua manutenção.

Durante os Jogos de 2016, o Complexo Esportivo de Deodoro receberá 11 modalidades olímpicas (hipismo saltos, hipismo adestramento, concurso completo de equitação, BMX, mountain bike, pentatlo moderno, tiro esportivo, canoagem slalom, hóquei sobre grama, rúgbi e basquete), e quatro paralímpicas (tiro esportivo, hipismo, esgrima e futebol de 7).

Legado do Pan de 2007

O Complexo Esportivo de Deodoro – formado pelo Centro Nacional de Tiro Esportivo Tenente Guilherme Paraense, o Centro Nacional de Hipismo General Eloy Menezes, o Centro de Pentatlo Moderno Coronel Eric Tinoco Marques, o Centro de Hóquei sobre Grama Sargento João Carlos de Oliveira e o Ginásio de Judô Geraldo Bernardes – foi construído pelo governo federal (Ministérios do Esporte e da Defesa) para os Jogos Pan-americanos e os Jogos Parapan-americanos de 2007. Em parceria com a Vale, o complexo vai ganhar em breve um centro de atletismo nível 1 da IAAF (Federação Internacional de Atletismo).

Até junho de 2014, as instalações sediaram 300 eventos esportivos de diversos tipos, entre mundiais, pan-americanos, sul-americanos, seletivas olímpicas e pan-americanas, disputas nacionais, estaduais e locais e inúmeras provas juvenis, incluindo os Jogos Escolares, além de treinamentos de atletas e seleções do Brasil e de outros países. O complexo foi ainda uma das principais sedes dos 5º Jogos Mundiais Militares (JMM), em julho de 2011. Nos sete anos de uso intensivo, uma média de 43 eventos/ano – um por semana.

No local também são oferecidas escolinhas para estudantes da região, com programação viabilizada por meio de articulação entre o governo federal e as confederações das modalidades que o complexo abriga.

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