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Voluntários estrangeiros elogiam experiência de atuar na Copa do Brasil

Mundial 2014

Participação na Copa do Mundo Fifa Brasil 2014 é marcada por elogios à organização do Mundial e à troca cultural
por Portal Brasil publicado: 08/07/2014 12h38 última modificação: 08/07/2014 12h38

Além da experiência trazida dos países de origem, os voluntários estrangeiros que trabalham na Copa do Mundo FIfa Brasil 2014 são essenciais no auxílio a torcedores de outros países, atuando em áreas como entorno dos estádios, Centros Abertos de Mídia (CAM) e aeroportos. O megaevento esportivo no Brasil rendeu elogios à organização e à participação da sociedade.

A francesa Laure Helbert Jestin, 51, mora no Brasil há três anos. Ironicamente, Laure não gosta de futebol e foi esta a razão que a fez atuar como voluntária em São Paulo. “Eu não queria ver os jogos, queria participar do lado de fora do estádio, ajudando quem precisasse. Meu objetivo maior era contribuir com a organização do torneio”, conta.

Em sua avaliação, o Mundial tem sido um dos melhores já realizados pela Fifa. “Gostei muito e só tenho elogios à organização. Uma das coisas boas que presenciei foi poder acompanhar a evolução da Arena Corinthians, enquanto participava do treinamento presencial, e ver de perto como funciona um evento deste porte. Já o meu marido, que também é francês, tem lido nos jornais franceses e outros estrangeiros que a organização está de parabéns”, diz.

Ela acrescenta a alegria de estar no Brasil em um momento tão especial. “Gostei muito do ambiente nas ruas e no metrô durante a Copa. Gostei de  ver muitos brasileiros vestidos de verde e amarelo no dia de jogo, mesmo num banco. Isso não é tão comum na França”, conclui.

Voluntário em Porto Alegre, Kadi Kokoye, 26, está no Brasil há quatro anos e veio do Benin para cursar agronomia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em sua opinião, a Copa do Mundo não poderia ser melhor. “A experiência tem sido maravilhosa. Nós ganhamos conhecimento, novas amizades e novos contatos, além da convivência com pessoas diferentes. Eu acho que o povo brasileiro não imaginava como este Mundial seria bom. E hoje eu percebo que todos [os brasileiros] estão acompanhando com amor este torneio e recebendo bem todos os turistas. Vejo uma participação ativa da sociedade”, afirma.

Kadi levará, após a Copa no Brasil, uma oportunidade acadêmica e profissional oferecida por um visitante da Argélia. “Eu me recordo que na véspera do jogo da Argélia, em Porto Alegre, eu estava atuando no aeroporto. Entre os que visitantes que chegaram, encontrei um argelino que estava fazendo o mesmo programa de intercâmbio que eu. Depois de ajudá-lo, ele disse que me ajudaria a fazer o mestrado no Canadá. Se eu não estivesse atuando na Copa, provavelmente não teria conhecido alguém que irá me ajudar com o meu futuro”, conta.

Quem também traça elogios ao megaevento é o peruano Diego Almeida Garcia, 28, que vive há cinco anos no Brasil e atuou no Rio de Janeiro. “É uma experiência inesquecível e estou gostando muito. Nunca tinha feito nenhum tipo de voluntariado, apesar de ter muita vontade. Aproveitei esta oportunidade para atuar no Rio, que é uma cidade que amo”, diz. Para ele, a Copa do Mundo está sendo melhor do que ele esperava. “Percebi, junto com os companheiros voluntários, que a nossa contribuição e que a Copa do Mundo tem sido muito boa para a cidade. Está sendo melhor do que eu imaginava”, relata.

Fonte:
Portal da Copa

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