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Brasil conquista 20 medalhas no Campeonato Mundial de Canoa Polinésia

Rio de Janeiro

Atletas nas categorias olímpica e paraolímpica disputaram as provas em três tipos de canoas – V1 (um competidor), V6 (seis competidores) e V12 (12 competidores)
por Portal Brasil publicado: 18/08/2014 20h14 última modificação: 18/08/2014 20h14

O Brasil conquistou 20 medalhas, cinco delas de ouro, na 16ª edição do Campeonato Mundial de Canoa Polinésia, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio de Janeiro (RJ). Os atletas nas categorias olímpica e paraolímpica disputaram as provas em três tipos de canoas – V1 (um competidor), V6 (seis competidores) e V12 (12 competidores) -, em diferentes idades e distâncias.No quadro geral de medalhas, o Brasil ficou em quarto lugar, atrás do Taiti, campeão, Austrália, segunda colocada, com 18 medalhas (nove de ouro), e Havaí, terceiro lugar, com 26 medalhas (seis de ouro).

Nesse domingo (17), último dia de competição, os brasileiros subiram ao pódio nas provas de V6 1000 m, máster feminino e paracanoagem polinésia V6 1000 m misto, ao garantir prata nas duas modalidades.

Segundo Paulo Vieira, diretor de Incentivo e Fomento ao Esporte, “a canoa polinésia é uma modalidade da canoagem patrocinada com recursos da Lei de Incentivo ao Esporte, e será uma modalidade estreante nos Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O esporte foi muito utilizado como meio de transporte na Polinésia, sendo peça fundamental na colonização das ilhas do pacífico, entre elas Taiti, Havaí, Nova Zelândia e Ilha de Páscoa”, afirmou.

Com uma das maiores delegações, de 262 competidores, e com apenas 13 anos de prática da modalidade, o Brasil teve uma boa atuação. Berço da canoa polinésia, o Taiti conquistou o primeiro lugar do mundial, com 47 medalhas, 31 de ouro. O campeonato reuniu cerca de 700 atletas convencionais e paraolímpicos, de 19 países. As cinco maiores delegações foram as de Brasil, com 262 atletas, Nova Zelândia, com 98, Havaí, com 93, Taiti, 75 e Austrália, com 37.

A equipe brasileira, de Cabo Frio (RJ), formada por Dayone Rossi, Mariana Santa Rosa, Alisa Lalor, Alice Nassif, Patricia Demaria e Simone Rena já havia conquistado o ouro no V6 500m master, no sábado (16), e voltou a brilhar no V6 1000m master. As brasileiras fizeram 5min37s61 e ficaram atrás apenas das australianas (5min36s).

“Estamos treinando para o mundial desde a metade do ano passado. Quando passamos em primeiro lugar na seletiva, vimos que poderíamos conseguir um resultado expressivo, que seria chegar às finais”, afirmou a capitã Dayone, que revelou o momento em que percebeu que poderia ir além dos objetivos iniciais.

“Quando passamos em primeiro na eliminatória do V6 500m, sentimos que era possível conquistar uma medalha. Acreditamos e conseguimos o ouro”, comemorou.

No último dia de prova (17), o desgaste físico foi o principal adversário das canoístas, já que, antes da final do V6 1000m master, a equipe teve de disputar a repescagem, além do V6 1500m open. “Precisamos de muita superação para buscar essa prata, pois o cansaço era grande. Sem esas provas anteriores, poderíamos ter conseguido o ouro”, disse Dayone.

Prata na paracanoagem

Feliz com a prata na paracanoagem polinésia V6 1000m misto (6min16s37), prova em que a Austrália sagrou-se campeã (5min33s48), o canoísta Caio Ribeiro, ouro no Mundial de Canoagem Velocidade e Paracanoagem de 2013, na Alemanha, elogiou o elevado nível técnico da competição.

“Foi bonito pela organização, as embarcações eram iguais, estavam muito boas. O nível técnico foi muito alto, todos os países vieram muito preparados. E o ambiente estava excelente. Todos felizes, até nos dias de chuva”, disse Caio, que formou a equipe de V6 mista com Marcelo Santos, Leonardo Ghisoni, Debora Benivides, Maria Vilella e Daniele da Costa.

No Mundial, Caio ficou ainda com o ouro no V12 500m misto e a prata no V1 200m LTA. Neste ano, os seus próximos compromissos são o Pan-Americano de Canoagem Velocidade, o Sul-Americano de Canoa Polinésia e o Campeonato Brasileiro.

Encerramento

O presidente da Federação Internacional da modalidade, Charles Villierme, afirmou que, de acordo com a tradição polinésia, o sol que brilhou no domingo no Rio serviu para indicar que o Mundial foi um sucesso. “Na tradição polinésia, quando o sol aparece no último dia é sinal de que as coisas foram muito bem”, lembrou.

O dirigente destacou ainda que todas as delegações estão satisfeitas com o mundial do Rio, o primeiro realizado na América do Sul. “Todos estão felizes, com a organização e por estarmos no Rio. A organização correu bem. É sempre necessário haver ajustes durante o evento, mas isso acontece em qualquer competição que organizamos”, finalizou.

O próximo Campeonato Mundial será em Sunshine Coast ,na Austrália, em 2016. No último dia de disputas, o bicampeão mundial na prova de C1 500m, Isaquias Queiroz, prestigiou o evento e fez entrega de medalhas.

Fonte:

Ministério do Esporte

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