Esporte
Jogos da Juventude de Nanquim podem revelar talentos para 2016
Olimpíadas
Desde que a primeira edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura 2010, mostrou-se como uma prévia — em alguns esportes — do que se veria nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, pode-se imaginar que a segunda edição, em Nanquim (China), tenha aumentado as expectativas dos 3.800 inscritos de 204 países e do público em geral. Jovens de 15 a 18 anos vão competir em 28 modalidades a partir deste sábado (16).
Nanquim oferece a chance de observar atletas que poderão brilhar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, mas com maiores possibilidades de brigar por medalhas olímpicas em Tóquio 2020 e nos Jogos de 2024.
Um exemplo é Chad Le Clos, que conquistou o ouro dos 200m borboleta em Cingapura 2010 e se tornou campeão olímpico em Londres 2012 (foi prata nos 100m). Em 2013, o nadador sul-africano se sagrou campeão das duas provas no Mundial de Barcelona.
Para o Comitê Olímpico Internacional (COI), os Jogos da Juventude fazem parte de um movimento de rejuvenescimento. Por isso, haverá demonstrações de skate e escalada, por exemplo. São esportes que não constam no programa olímpico, mas são disputados ao ar livre, o que o COI considera um atrativo para os mais jovens, espectadores e também praticantes, em contraponto aos esportes em recintos fechados, com público mais passivo.
Delegação maior e mais modalidades
O Brasil está com a segunda maior delegação dos Jogos de Nanquim, atrás apenas da anfitriã China. São 97 atletas brasileiros inscritos em 24 modalidades, contra 81 que participaram de 21 modalidades em Cingapura 2010 (foram conquistados três ouros, três pratas e um bronze).
Esse aumento no número de brasileiros nos Jogos Olímpicos da Juventude revela que o trabalho maior que vem sendo feito na base mostra resultados, como observa o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser: "É um indicador, um reflexo do apoio ao desenvolvimento de esportes, com equipamentos entregues pelo País e montagem de equipes multidisciplinares".
Parte do que está sendo estruturado pelo Brasil a partir da eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016 compõe o legado olímpico e até já está sendo usada. Assim, acrescenta o secretário, o Brasil tem atletas em Nanquim que podem surpreender, mas a realidade para essa faixa etária serão os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e os de 2024.
Para os Jogos da Juventude de Nanquim, o Brasil não obteve classificação em boxe, pentatlo moderno, trampolim, golfe e tiro esportivo. Mas o secretário Ricardo Leyser também lembra que desta vez foram conquistadas vagas em modalidades sem tradição no País: badminton, luta olímpica e tiro com arco.
Há quatro anos, sete medalhas
As sete medalhas do Brasil nos Jogos de Cingapura 2010 foram os dois ouros de Caio Cezar Fernandes, no salto em distância e no revezamento medley do atletismo, e de David Lourenço da Costa, da categoria até 69kg do boxe; a prata, de Flávia Gomes, da categoria até 63kg do judô; de Thiago Braz da Silva, do salto com vara; e de Felipe Wu, da carabina de ar 10m, do tiro esportivo, mais o bronze da seleção feminina de handebol (Ana Eduarda Vieira, Caroline Martins, Deborah Nunes, Elaine Barbosa, Fernanda Marques, Francielle da Rocha, Gabriela Constantino, Isadora Garcia, Juliana de Araújo, Keila Alves, Laís da Silva, Larissa Araújo, Patrícia da Silva e Thayanne Lopes).
Fonte:
Ministério do Esporte
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