Esporte
Brasil fica a 0,23 pontos do bronze nos Jogos Equestres Mundiais
Hipismo
A competição por equipes de saltos nos Jogos Equestres Mundiais, na Normandia, nesta quinta-feira (4), foi definida pelo equilíbrio entre os participantes. Apenas uma falta separou a medalha de ouro do quarto colocado e 0.23 pontos tiraram das mãos do Brasil a inédita medalha por equipes em Jogos Mundiais.
A Holanda ficou com o ouro com 12.83 pontos, a França em segundo com 14.08 e Estados Unidos em terceiro com 16.72 pontos perdidos. A favorita Alemanha terminou em quarto com 16.82, seguida do Brasil com 16.95. A Suécia (20.01), em sexto, garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos do Rio junto com os quatro primeiros colocados.
As chances de medalhas do Brasil, no entanto, não acabaram. Rodrigo Pessoa, em quinto, e Marlon Zanotelli, em 11º, estão entre os 30 melhores conjuntos para a final individual de sábado (6). Os quatro mais bem colocados disputam o rodízio no domingo.
Nesta quinta, o Estádio D`Ornano estava praticamente lotado para a disputa. Pedro Veniss / Quabri De L´Isle foi o 25º conjunto a entrar na pista, o primeiro do Brasil, e acabou cometendo uma falta no número dois. "Eu acabei dando um lance a menos na linha do um para o dois, pois estava preocupado com o tempo, que estava apertado. E um ponto de excesso poderia ser ruim para a equipe. Ficamos a um ponto da medalha no último Mundial e não queria que isso acontecesse de novo", comentou o cavaleiro paulista sobre a sua estratégia.
O medalhista olímpico Doda Miranda com AD Rahmannshof`s Bogeno foi o segundo conjunto verde e amarelo a entrar na pista e uma falta acabou colocando mais pressão e emoção na disputa. Para seguir na briga por medalhas, o Brasil precisava de dois percursos zero pontos. Marlon Zanotelli e AD Clouwni mais uma vez deram conta do recado e fizeram um percurso sem faltas. "Meu cavalo está super bem e vou procurar manter a concentração para sábado. Só estou um pouco chateado, pois ficamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe da medalha", contou Marlon.
Rodrigo Pessoa / Status mais uma vez fechou o quarteto verde e amarelo. E pelo terceiro dia seguido, fez um percurso limpo. O Brasil ficou a uma falta da medalha de prata. "Nós sabíamos que tínhamos possibilidade real de medalha. Acho que faltou um pouco de sorte para a gente. Não esperávamos começar daquela forma o primeiro dia, mas conseguimos nos recuperar ontem, fizemos tudo o que podia ser feito e hoje por pouco não chegamos lá. E depois desta martelada, é preciso dormir e daí pensar para sábado", comentou Rodrigo. Do primeiro para o dia para esta quinta-feira (5), ele saltou da 44ª posição para a quinta colocação no individual com 4.10 pontos perdidos.
A americana Bezzie Maden é a líder com 0.18, seguida pelo sueco Rolf-Goran Bengtsson (0.34) e pelo dinamarquês Sören Pedersen (3.49). Pedro Veniss terminou na 33ª colocação, a três posições de ninguém menos que Ludger Beerbaum, que se classificou com a última vaga.
Doda Miranda, que só estava na disputa por equipes após a queda do primeiro dia, comentou sobre o desempenho do Brasil neste Mundial. "Nós chegamos aqui com muita chance de medalha. É um pouco frustrante pois passou muito perto, mas, por outro lado, fico feliz que vejo que estamos no caminho certo e hoje o Brasil é uma potência. Foi um detalhe, uma curva, e isso me deixa confiante para as próximas competições e principalmente para os Jogos Olímpicos", disse. No sábado, os 30 melhores conjuntos voltam à pista para mais dois percursos.
Fonte:
Brasil 2016
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