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Esporte

Brasil fica fora do pódio nos Jogos Equestres Mundiais

Hipismo

Melhor resultado das equipes de saltos, no torneio disputado na Normandia, na França, foi 5º lugar; Holanda ganha competição
por Portal Brasil publicado: 08/09/2014 13h50 última modificação: 08/09/2014 13h51

Os Jogos Equestres Mundiais na Normandia terminaram no domingo (7), com o último dia da prova de saltos. A Holanda, que já havia levado o ouro por equipes, subiu ao topo do pódio mais uma vez com Jerome Dubbeldam, que foi o grande campeão do rodízio.

Com quatro percursos sem faltas, o cavaleiro holandês, campeão olímpico no individual em Sydney 2000, conquistou o inédito título da carreira. A prata ficou com o francês Patrice Delaveau (1 ponto) e o bronze com a americana Beezie Madden (12 pontos). Apesar do Brasil não ter subido ao pódio, foi observada uma evolução técnica, estando próximo a grandes potências do esporte.

O presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni, comentou a participação brasileira nos Jogos Equestres Mundiais e mostrou-se animado com a possibilidade de o Brasil subir ao pódio nos Jogos Rio 2016.

“De um modo geral, estou muito contente com o resultado do Brasil. Pela primeira vez tivemos um esquema profissional na parte organizacional. Como tivemos o projeto do Mundial aprovado na Lei de Incentivo ao Esporte e apoio do BNDES, conseguimos trazer profissionais de diversas áreas com o objetivo de capacitação e aperfeiçoamento, o que sem dúvida, deu mais estrutura e tranquilidade aos nossos cavaleiros”, avaliou.

Saltos
“Tínhamos aqui os cinco melhores cavaleiros do Brasil no momento. Tirando a fatalidade do Doda do primeiro dia (ele sofreu uma queda), conseguimos nos recuperar, dar a volta por cima e eu considero como se tivéssemos tido uma medalha, pois ficamos apenas 0.23 pontos dela”, ressaltou Luiz Roberto Giugni. “Nosso próximo objetivo é a Copa das Nações, em Barcelona, no mês que vêm, e, por isso, o Marlon, Pedro e Rodrigo acabaram poupando os cavalos na segunda passagem (no sábado), quando viram que não tinham mais chances de medalhas. Em Kentucky, no último Mundial, eu diria que foi um resultado falso (quarta posição por equipes) e este aqui é o real. É só pegar a diferença de pontos dos Estados Unidos para este aqui. Eu nunca vi uma equipe tão unida, tão forte e vamos continuar trabalhando para lutar por uma medalha nas Olimpíadas”, prosseguiu o dirigente.

Resultado do Brasil: 5º por equipes - Rodrigo Pessoa (21º) e Marlon Zanotelli ( 23º)

CCE
O Brasil subiu para a sétima colocação no CCE depois da comprovação do doping do cavalo Qalao des Mers do francês Maxime Livio para uso de sedativo. Ele havia conquistado a quarta colocação por equipes e quinta posição no individual. O outro caso de doping foi no enduro com uso de anti-inflamatório no cavalo Tra Flama, da sul-africana Giliese de Villiers.

“O Concurso completo de Equitação teve um resultado impecável. Acabamos em sétimo lugar, um dos melhores resultados da história. Nós tivemos um problema com a égua do Márcio Jorge, que sofreu uma lesão na véspera da competição e não pôde participar do Mundial. Perdemos um conjunto, mas ganhamos outro, pois o desempenho do Gabriel Cury foi uma grata surpresa. Mesmo com três conjuntos e sem descartes, ficamos na sétima colocação, na frente de grandes potências. Eu acredito muito numa medalha do CCE nos Jogos Olímpicos do Rio, principalmente pelo trabalho que o Mark Todd vêm fazendo com a equipe”, avaliou Luiz Roberto Giugni.

Resultado do Brasil: 7º por equipes - Ruy Fonseca 39º - Gabriel Cury 42º e Marcelo Tosi 53º

Adestramento
“Foram feitos dois trabalhos, tivemos alguns cavaleiros mais experientes que já faziam GPs e outros mais jovens. Foi feito um grande trabalho na categoria de base, mas uma coisa ficou clara: os nossos cavalos têm qualidade desproporcional aos outros. Precisa ter investimento. Alguns atletas já estão morando na Europa e a ideia é que fiquem uns dois anos. O histórico de resultado mostra que nós precisamos de cavalos mais competitivos”, ressaltou o presidente da  Confederação Brasileira de Hipismo.

Resultado do Brasil: 24º por equipes e sem atletas na final

Enduro
“O resultado foi excelente. Tivemos dois cavaleiros entre os 20 melhores classificados dos 166 que largaram. Se tivéssemos chegado com mais um, seríamos medalha”, destacou Luiz Roberto Giugni.

Resultado do Brasil: (Rafael Salvador - 16ª posição e André Vidiz -18ª colocação)

Rédeas
“Foi o melhor resultado da história. Classificamos dois cavaleiros para a final, ficamos em sétimo por equipes e tivemos o melhor resultado individual, com Paulo Khoury em 13º”, avaliou o dirigente.

Volteio
“A equipe foi toda renovada para este Mundial. Sabemos que temos que melhorar em alguns fundamentos, mas vimos que podemos chegar mais longe, pois ficamos muito perto da final. A equipe ficou em 13º lugar, a uma posição de passar para a final”, detalhou o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo.

FEI
“Hoje temos uma relação de mais respeito com FEI. Estamos trabalhando no grupo 6 para trazer mais benefícios para a região da América do Sul. Ter concursos mais fortes, que pontuem para o Ranking da FEI. No Brasil, já estamos fazendo isso.”

Para-equestre
“Estamos trabalhando em conjunto com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Estávamos com vários cavalos novos aqui e a medida que nossos cavaleiros forem fazendo conjuntos com eles, teremos resultados melhores”, acredita o dirigente.

Resultado do Brasil: 12º por equipes e não classificou para a final.

Luiz Roberto Giugni também comentou sobre o investimento que vem sendo feito nos cavalos dos atletas brasileiros. “Nós temos investimento do Governo Brasileiro, através das leis de incentivo, mas não é simples ter recurso de verba pública quando o assunto é comprar cavalo”, reconheceu. “Mesmo que a gente comprasse os melhores cavalos daqui, quem garante que eles estariam nos Jogos Olímpicos? Então, não me sinto confortável em usar recurso público para comprar cavalos. Precisamos que os proprietários invistam, como, por exemplo, fez a família do Pedro Veniss para este cavalo dele. Temos que entrar em contato com grandes comerciantes de cavalos. O investimento que a CBH pode fazer é com capacitação da equipe e trabalho de base. Isso, sim, nós estamos e vamos continuar fazendo”, continuou.

Fonte:
Brasil 2016

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