Esporte
Brasileiro é ouro na categoria aberta do Mundial de Paratriatlo
Esporte paraolímpico
O brasileiro Leonardo Curvelo conquistou o ouro na categoria PT3 Open de paratriatlo na Grande Final do Campeonato Mundial, disputada na tarde da última segunda-feira (1º), na cidade de Edmonton (Canadá). Leonardo completou a prova, destinada a atletas que não tenham atingido os índices necessários para as disputas da elite, em 1h16min17. Em segundo lugar chegou o japonês Kenji Hashimoto (1h27min28) e em terceiro, o também brasileiro Jean Lopes (1h32min59).
Leonardo começou no esporte apenas em junho do ano passado, motivado pelo sonho de ser medalhista paraolímpico em 2016. Nem o nome “triatlo” sabia exatamente o que era. Hoje, no entanto, o esporte significa, para ele, responsabilidade, disciplina e muito prazer.
O brasileiro, que conquistou a quarta colocação em um Pan-Americano após apenas oito meses de treinos, teve o braço esquerdo amputado em junho de 2009 devido a um acidente e apenas seis dias depois da morte do pai, para quem dedica, hoje, todas as suas conquistas. “Dedico esse ouro também à minha mãe, a quem agora posso dar muito orgulho. Depois do acidente, mudei de um irresponsável para uma nova vida, com um novo sentido, e para um novo homem, com sonhos, metas e futuro”, escreveu o atleta na página da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).
Depois de uma prova dura, com muitas subidas, descidas e fortes ventos, Curvelo não percebeu que havia sido o campeão. “Dei o meu melhor na competição e a felicidade foi total ao ouvir o anúncio ‘Curvelo, do Brasil, gold medal’”, contou. Agora, a meta é continuar somando resultados que o coloquem na categoria de elite.
Sem medalhas entre os olímpicos
Nas provas olímpicas da Grande Final do Circuito Mundial, o Brasil ficou fora do pódio no Canadá. Os melhores resultados foram o sexto lugar de Manoel Messias na categoria júnior, o oitavo de Pâmela Oliveira e o décimo de Reinaldo Colucci, ambos na elite.
“Foi um dia bastante difícil em que tentei exigir 100% do meu corpo desde a largada. Apesar de não ter assegurado a oportunidade de um lugar no pódio na etapa final da corrida, estou feliz com o meu dia e com os pontos que conquistei no ranking olímpico, que já me colocam numa posição mais confortável para a briga pela vaga no Rio de Janeiro”, afirmou Colucci.
Após o Mundial, Reinaldo Colucci aparece em 23º lugar no ranking da ITU, enquanto Diogo Sclebin é o 45º colocado, e Danilo Pimentel, o 116º. No feminino, a brasileira mais bem colocada é Pâmella Oliveira, em 18º lugar, seguida por Luísa Baptista (82º) e Beatriz Neres (113º).
Confira a participação brasileira na Grande Final do Mundial de Triatlo e Paratriatlo:
Provas olímpicas
Júnior feminino
Vittória Lopes: 31º lugar
Júnor masculino
Manoel Messias: 6º
Kauê Cardoso: 31º
Elite feminina
Pâmella Oliveira: 8º
Elite masculina
Reinaldo Colucci: 10º
Diogo Sclebin: 43º
Danilo Pimentel: 57º
Provas paraolímpicas
PT2 feminino
Yasmin Martins: 4º
PT3 masculino
Jorge Luís Fonseca: 4º
Roberto Carlos Silva: 8º
PT3 masculino Open
Leonardo Curvelo: 1º
Jean Lopes: 3º
PT4 feminino
Fernanda Katheline Pereira: 9º
PT4 masculino
Marcelo Collet: 12º
PT5 masculino
Rodrigo Feola: 11º
Fonte:
Brasil 2016
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