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Centro Paralímpico Brasileiro recebe visita de autoridades e atletas

Rio 2016

Com obras aceleradas, CPB será único centro no mundo a reunir 15 modalidades em um mesmo local
por Portal Brasil publicado: 09/09/2014 17h44 última modificação: 09/09/2014 17h44
Divulgação/Brasil 2016 Atletas observam a maquete do Centro Paraolímpico Brasileiro: expectativa pela entrega da obra e início dos treinos

Atletas observam a maquete do Centro Paraolímpico Brasileiro: expectativa pela entrega da obra e início dos treinos

Nesta terça-feira (9), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visitou as obras do Centro Paralímpico Brasileiro (CPB), que está sendo erguido no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, em São Paulo. O evento marca a contagem de dois anos para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, cuja abertura será no dia 7 de setembro de 2016.

Com a possibilidade de inauguração e equipagem até o início do segundo semestre de 2015, será possível fazer no CPB a última fase de preparação para os Jogos de 2016. O ministro foi recebido pelo governador Geraldo Alckmin, que destacou a velocidade da construção, uma parceria dos governos federal e estadual. Os dois anunciaram ainda a reforma histórica que será feita no Conjunto Desportivo Baby Barioni, no bairro da Água Branca, que é uma referência esportiva na cidade.

O secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, circulou entre os grupos de atletas de seleções brasileiras dos vários esportes paraolímpicos presentes e ouviu sobre a importância do  programa de bolsas de incentivo do Ministério, da infraestrutura e equipagem que estão sendo levados adiante pelo governo federal neste ciclo olímpico para o Rio 2016. Eles também destacaram o legado que ficará para o País.

“Estávamos falando do impacto que essas obras que estão sendo estruturadas pelo Ministério do Esporte terão sobre o esporte brasileiro. Não apenas para os próximos Jogos Olímpicos, como para Tóquio 2020 e de 2024”, ressaltou Ricardo Leyser.

Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, se disse ansioso e mostrou otimismo com a possibilidade de entrega antecipada do Centro Paralímpico Brasileiro. “Isso certamente fará diferença na reta final de preparação dos atletas para 2016”, acredita. Além de Andrew, a visita ao CPB foi acompanhada pela secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Rizzo Battistella.

O presidente do Comitê explicou ainda que, com as obras prontas, serão discutidos aspectos jurídicos para se formatar um modelo comercial que contemple a manutenção do Centro Paraolímpico Brasileiro. No entanto, o principal foco será mesmo abrir a estrutura aos atletas, com o local equipado.

Único no mundo
A arquiteta Mei Ling, da gerenciadora do consórcio que levanta do CPB, diz que a obra que está sendo erguida em São Paulo para treinamento e competição de 15 modalidades paraolímpicas será única no mundo. “Não existe nada parecido, com uma área deste tamanho, que reúna 15 modalidades em uma mesma edificação. Na Coreia do Sul existe um centro multiesportivo, mas de área menor. Na China, os esportes são distribuídos em edifícios separados, e na Ucrânia são locais mais antigos, que foram adaptados”, detalha Ling.

O CPB fica ao lado de uma reserva de mata atlântica e o projeto foi um desafio para os arquitetos pelo desnível do terreno e também pelas necessidades de acessibilidade. Assim, haverá todo um sistema de rampas internas e externas de acesso aos cinco níveis principais, além dos elevadores. Haverá ainda um prédio de alojamentos para 280 pessoas.

No nível mais alto ficam a pista de atletismo (que está passando por testes de impermeabilização) e a praça de eventos. Abaixo, está a pista de atletismo indoor, as quadras, as salas de fitness e de halterofilismo, as salas de reuniões e de convívio, o campo de futebol de 7 e o Centro de Pesquisa de Medicina e de Reabilitação.

Em seguida, vem o nível da área administrativa, da praça com lanchonete, da quadra de tênis e do único Centro Aquático do País totalmente coberto, com piscina olímpica e semiolímpica. Há, ainda, ginásio de tênis de mesa, goalball, judô, esgrima e bocha, campo de futebol de 5, e, no piso mais abaixo, quadras de vôlei, basquete, poliesportiva e campo de rúgbi, todos cobertos.

”A nossa casa”
Yohansson Nascimento, velocista, diz que já imagina como ficará o Centro Paralímpico Brasileiro. “Hoje em dia, todos nós ainda treinamos em lugares emprestados, que não são específicos para os paraolímpicos. Aqui, não. Aqui vai ser a nossa casa! Vamos poder dizer: ‘Vamos lá, treinar no centro, que é um dos maiores do mundo’”, vibra o atleta.

Lúcia Araújo e Daniele Milan, do judô, estão animadas. “Hoje é possível ser atleta profissional com a bolsa do Ministério do Esporte, com o Time São Paulo. E ainda temos todo o apoio”, ressalta Daniele, que começou no esporte em 2003. Lúcia lembra que agora há judocas de todos os Estados, o que demonstra como o esporte evoluiu no País.

Daniele conta que é possível até contratar sparrings, para que duas atletas de Seleção, por exemplo, não se machuquem treinando juntas. “Temos o ‘tori’, que é quem ataca. E o ‘oke’, que recebe os golpes. Então, agora podemos até ter sparrings para ficar à nossa disposição”, ressalta.

Outro animado com o novo centro é Maciel Santos, da bocha, que treina com Dirceu Pinto e Bruna Satie Yamazaki em Mogi das Cruzes. “Para os Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, treinei na garagem da minha casa. Agora vamos poder ficar aqui. Vamos treinar muito mais e durante todo o tempo que teríamos de deslocamentos”, observa.

Para o governador Geraldo Alckimin, além de treinamentos e campeonatos, o CPB também formará técnicos e desenvolverá as ciências do esporte. “Estamos com 1.400 trabalhadores hoje e chegaremos a 1.800 até o fim do ano. Estamos adiantados. Em vez de maio, como está previsto, pretendemos entregar a obra em abril”, adianta.

Parte da Rede de Treinamento
O ministro Aldo Rebelo também falou da velocidade da obra e destacou a antecipação do legado do Ministério do Esporte, relacionado aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. “Todos valorizam a ideia do Centro Paralímpico Brasileiro. Isto aqui não vai ficar só para a cidade de São Paulo, mas para o Estado e para o Brasil”, afirmou.

O centro integrará a Rede Nacional de Treinamento, que está sendo estruturada em todo o País para modalidades de alto rendimento.

O Brasil é uma das potências do esporte paraolímpico mundial. O País foi 9º colocado nos Jogos de Pequim 2008 e 7º nos Jogos de Londres 2012.  Agora, a meta é ficar entre os cinco primeiros nos Jogos Rio 2016.

O ano de 2013 foi o melhor ano pós Jogos Paralímpicos para o Brasil: foram 78 medalhas em provas que compõem o programa dos Jogos Rio 2016. O centro em São Paulo, que abrigará a reta final da preparação da delegação brasileira que vai disputar os Jogos do Rio de Janeiro, será relevante para manter essa performance ascendente e alcançar a meta de ficar entre os cinco melhores na competição.

15 modalidades
O Centro Paralímpico Brasileiro terá uma estrutura de alto nível para treinos e competições nas seguintes modalidades:

• Atletismo
• Basquete em cadeira de rodas
• Bocha
• Esgrima em cadeira de rodas
• Futebol de 5
• Futebol de 7
• Golbol
• Halterofilismo
• Judô
• Natação
• Rúgbi
• Tênis
• Tênis em cadeira de rodas
• Triatlo
• Voleibol sentado   

Dados técnicos:
• Início das obras: dezembro de 2013
• Previsão de conclusão: em 2015
• Total do investimento: R$ 264.700.000,00 (obras) + R$ 24.000.000,00 (equipamentos)
• Financiamento do governo federal: R$ 145.000.000,00 (obras) + R$ 20.000.000,00 (equipamentos e materiais esportivos)
• Financiamento do governo estadual: R$ 119.700.000,00 (obras) + R$ 4.000.000,00 (equipamentos)
• Número de trabalhadores em agosto de 2014: aproximadamente 1.350

Fonte:
Brasil 2016

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