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Medalhistas no Mundial Paralímpico de tênis de mesa querem pódio em 2016

Tênis de mesa

Após conquista inédita na China, mesatenistas brasileiros destacam crescimento da modalidade e sonham com pódio no Rio
por Portal Brasil publicado: 08/10/2014 15h37 última modificação: 08/10/2014 15h37

Na primeira quinzena de setembro, cinco brasileiros alcançaram um feito inédito no tênis de mesa paraolímpico: o pódio no Mundial da modalidade. Até a edição de 2014, realizada em Pequim, na China, nenhum brasileiro havia conquistado uma medalha no torneio.

Bruna Alexandre faturou dois bronzes — um no individual e outro por equipes, ao lado de Jennyfer Parinos e Jane Rodrigues. Aloísio Lima e Bruno Braga também ficaram com o terceiro lugar por equipes no masculino.

“Antes, quando a gente ia para os torneios internacionais, os caras que estão no topo torciam para que a gente caísse no grupo deles. Agora conquistamos um respeito grande entre os atletas”, afirmou Aloísio Lima, bronze na Classe 1.

No tênis de mesa paraolímpico, os atletas são classificados por classes. Os cadeirantes são classificados de 1 a 5, enquanto os demais vão de 6 a 10. A classe 11 é para atletas com deficiência intelectual. Os mesatenistas são avaliados de acordo com o alcance de movimentos, força muscular, restrição motora, equilíbrio na cadeira de rodas e habilidade de segurar a raquete.

Além de entrar para a história do tênis de mesa paraolímpico brasileiro, os atletas destacaram que os resultados obtidos na China serão importantes para o futuro da modalidade no País.

“Essa medalha é de todo um suporte que a gente tem. O esporte só tende a crescer e a gente fica feliz de representar o País lá fora”, disse Bruno, que venceu a partida decisiva do confronto contra a equipe italiana. A emoção diante da possibilidade da medalha era tanta que Bruno admite sequer se lembrar dos últimos pontos. “Eu sabia que estava na frente. Quando vi que ganhei, não acreditei. Lembro que me apoiei em cima da mesa e comecei a chorar”, contou.

Feminino
Na categoria feminina, a emoção veio em dose dupla. Bruna Alexandre, número três do ranking mundial na classe 10, só parou diante da líder da lista, a polonesa Natalia Partyka, na semifinal. Com o inédito bronze assegurado, Bruna e as parceiras Jennyfer Parinos e Jane Rodrigues encontraram Partyka mais uma vez, e acabaram sofrendo novo revés para o time da Polônia, ficando com o bronze também no duelo por equipes.

Bruna destacou a evolução no segundo jogo contra a polonesa, de quem é fã, e traçou uma meta para os Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro. “É difícil, mas não impossível. Ela é mais velha e experiente. É treinar mais. O caminho está certo. Espero vencê-la em 2016”, sonhou a brasileira, de 19 anos.

Pensando nos Jogos de 2016, as meninas do Brasil admitem que as medalhas no Mundial de Pequim podem ser fatores importantes na preparação rumo à medalha olímpica, que seria mais um feito inédito para o País.

“Aumenta a confiança, com certeza. Agora que a gente jogou com as melhores equipes, sabemos quais foram nossos erros e o que podemos melhorar”, avaliou Jennyfer Parinos, de 18 anos. “Conseguimos as medalhas inéditas e a cada ano vamos melhorando. Começou pelo Bronze? Talvez uma final em 2016... Temos um ano e meio, acho que temos tudo para chegar lá”, projetou Bruna.

Fonte:
Brasil 2016

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