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Esporte transforma realidade de estudantes de Anápolis

Programa Segundo Tempo

Iniciativa, que oferece atividades esportivas no contraturno escolar, contribuiu para reduzir em 60% os atos de infração nos bairros onde vivem
por Portal Brasil publicado: 20/11/2014 12h21 última modificação: 20/11/2014 12h21
Divulgação/Ministério do Esporte Cerca de 400 jovens, entre sete e 16 anos, se revezam em quatro núcleos na Base Aérea da cidade

Cerca de 400 jovens, entre sete e 16 anos, se revezam em quatro núcleos na Base Aérea da cidade

A vida de várias crianças em situação de vulnerabilidade social, que moram em Anápolis (GO), vem sendo transformada há oito anos pelo Programa Segundo Tempo/ Forças no Esporte. A iniciativa, que oferece atividades esportivas no contraturno escolar, contribuiu para reduzir em 60% os atos de infração nos bairros carentes, onde vivem esses alunos.

Cerca de 400 jovens, entre sete e 16 anos, se revezam em quatro núcleos na Base Aérea da cidade.

Mãe de três alunos que participam do programa, dona Vanúzia Chaves confirma os bons resultados da ação. “É uma forma de incentivar a criança a ter um futuro melhor. Todos querem essa oportunidade”, disse.

A filha mais velha, Natália Chaves, 17 anos, foi uma das primeiras estudantes a frequentar as aulas na Base Aérea e já saiu do programa. Mas, Dona Vanúzia continua acompanhando os outros dois filhos, Natiele, 14 anos, e Natanael, 11 anos, nas atividades do PST/Forças no Esporte.

Eles têm aulas de futebol, natação, dança, atletismo, vôlei de areia, judô, oficina educando, reforço escolar, atividades extracurriculares e culturais, além de palestras e passeios pela cidade.

Há nove anos no programa, Natiele termina seu período no fim de 2014. “Vou sentir muita falta, mas quero fazer o curso de educação física e voltar para dar aula na organização. Aqui adquiri segurança, aprendi a nadar, e minha saúde melhorou muito. Somos uma família”, ressaltou.

O horário das refeições é outro momento de muita alegria e descontração para as crianças, que depois de praticarem duas modalidades esportivas por dia recebem uma alimentação balanceada, acompanhada de suco e sobremesa.

Os alunos matriculados pela manhã recebem lanche, e, antes de ir para a escola, almoçam na Base Aérea. Os que chegam à tarde vão direto para o almoço, e lancham antes de voltar para casa.

No País do futebol não falta inspiração para as crianças e no PST/Forças no Esporte não é diferente. Ao perguntar qual a atividade do programa que os garotos mais gostam, a resposta é unânime. Jeiel da Silva, 13 anos, por influência do irmão quer ser tenente da Base Aérea e jogador de futebol.

Já Iasmin Marques, 11 anos, sete deles no projeto, gosta do atletismo. “Eu era indisciplinada, mas com a prática das atividades esportivas minha vida mudou totalmente. Pretendo seguir a carreira militar”, disse orgulhosa.

Em Anápolis, os alunos também recebem acompanhamento pedagógico e há uma integração entre o programa e a escola. "Não podemos apenas desenvolver a parte esportiva, mas também a aprendizagem. O acompanhamento é feito pelos pais, professores, escola e a psicopedagoga intervém nos casos que envolvem violência, drogas, necessidades especiais (crianças do grupo de risco)", afirmou a diretora Mariângela Ganzaroli Vieira.

Disciplina e inspiração

O Programa Segundo Tempo/ Forças no Esporte é uma parceria do Ministério do Esporte, da Defesa, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. “O sucesso do programa acontece em razão da grande parceria firmada entre órgãos federais e a prefeitura de Anápolis, responsável em transportar as crianças de casa para a base, e depois para a escola”, afirmou a coordenadora geral de núcleos, Perla Carneiro.

Segundo ela, os alunos chegam indisciplinados, mas logo após a adaptação, é visível a mudança de comportamento, a organização, a disciplina e a responsabilidade. Fatores que, para ela, ajudam no rendimento escolar.

A unidade em Anápolis também recebe o apoio do Judiciário, que desde o início do programa ajudou a mapear os bairros mais carentes e com maior índice de criminalidade, além de ajudar a formar as parcerias com a comunidade.

Para o juiz da Infância e Juventude de Anápolis, Carlos Limongi Sterse, os resultados e alcance do PST/Forças no Esporte se devem aos parceiros da comunidade que abraçaram o programa. “As Forças Armadas promovem a paz social, e os resultados alcançados com o programa contribuem para que essa paz aconteça. O PST faz as crianças sonharem e acreditar”, afirmou.

O convívio com os militares também despertou o desejo de ingressar na carreira em algumas crianças. O brasiliense Lucas Paiva é um exemplo.

Ele entrou no programa aos 16 anos e hoje, com 23, tornou-se cabo da Aeronáutica, servindo na própria Base. Além do trabalho, ele é aluno do curso técnico de análise clínica.

Fonte:
Ministério do Esporte

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