Esporte
COI aprova medidas que alteram próximas edições
Jogos Olímpicos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou, nessa segunda-feira (8), a possibilidade de a cidade-sede dos Jogos Olímpicos poder transferir competições para outras cidades, dentro ou fora do seu país, de forma excepcional e com o objetivo de reduzir custos.
A proposta foi aprovada por unanimidade na 127ª sessão plenária do COI, que começou nessa segunda (8) em Mônaco e termina nesta terça (9).
Cerca de 40 propostas de reformas nos próximos Jogos Olímpicos serão debatidas pelo grupo de trabalho. A sessão plenária, que conta com a presença de 98 dos 104 membros do COI, aprovou também a redução para quatro apresentações feitas por cada cidade-candidata.
A intenção do COI é que esta nova regra comece a valer a partir de 2020. O objetivo é que as cidades apresentem projetos que respondam melhor às suas necessidades a longo prazo, nos planos econômico, social, ambiental e desportivo.
No início da sessão, o presidente do COI, Thomas Bach, alertou para a necessidade de mudanças no movimento olímpico.
“Se não enfrentarmos esses desafios e não nos adaptarmos, vamos ser atingidos por eles”, afirmou Bach, justificando a decisão de permitir o alargamento geográfico dos Jogos com “motivos econômicos e de sustentabilidade”.
Relação de ligas
O COI aprovou também o reforço das relações com as ligas profissionais, de forma a garantir que os melhores atletas de todas as modalidades possam marcar presença nos Jogos Olímpicos.
Limite de atleta e modalidades
Outra medida aprovada foi a eliminação do número limite de 28 esportes nos Jogos Olímpicos de verão, optando por criar um programa baseado no número de provas e fixando um máximo de 10.500 atletas.
“O número de provas e de atletas serão os únicos critérios”, disse o italiano Franco Carraro, um dos defensores da proposta aprovada em sessão plenária do COI, citado pela agência EFE.
De acordo com Carraro, os limites aproximados serão de 310 provas nos Jogos Olímpicos de verão, nos quais poderão participar 10.500 atletas, e de 100 eventos nos jogos de inverno, que deverão ser disputados por 2.900 atletas.
Data prevista
As alterações devem entrar em vigor nos Jogos de 2024, cuja organização ainda não está atribuída, mas podem afetar os Jogos Tóquio 2020, depois de o comitê organizador ter se mostrado disposto a integrar no programa o beisebol e o softbol.
Carraro admitiu que o COI “está em estreito contacto com as federações” tendo em vista os novos limites – lembrando que nos Jogos de Londres, em 2012 foram disputadas 302 provas – e considerou que o assunto “requer alguns estudos”.
Jogos Olímpicos da Juventude
Na mesma plenária, o COI decidiu alterar a realização dos Jogos Olímpicos da Juventude para os anos ímpares, fazendo com que a edição prevista para 2022 se realize em 2023, desencontrando-os das restantes competições, com o objetivo de dar maior destaque à competição para jovens entre os 14 e os 18 anos.
Canal de televisão
O COI votou, ainda, pela criação de um canal de televisão digital de alcance mundial, que funcione permanentemente, com sede na Suíça e uma sucursal em Madrid.
Com um orçamento de cerca de 450 milhões de euros para os próximos sete anos, o canal deverá transmitir durante 24 horas e estará disponível com tudo o que se relacione com olimpismo, mas não fará a transmissão direta dos Jogos Olímpicos.
O COI criou em 2001 a Olympic Broadcasting Services (OBS), um departamento que ficou encarregue da gestão e venda das imagens dos Jogos Olímpicos e que, a partir de agora, será responsável pela implantação do canal.
As políticas de conteúdos e gestão do canal serão definidos pelo COI, que admite a possibilidade de transmitir eventos de modalidades que não integram o programa olímpico.
Fonte:
Agência Brasil
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