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Seleção feminina ficará concentrada no Rio até 2016

Luta olímpica

Ao todo, seis lutadoras ficarão em regime de concentração total, no Rio de Janeiro, em preparação para os Jogos Olímpicos de 2016
por Portal Brasil publicado: 26/01/2015 13h17 última modificação: 26/01/2015 13h17
Divulgação/Prefeitura de SP Segundo Pedro Gama Filho, metade da equipe ficava no Sesi-SP e metade no Rio

Segundo Pedro Gama Filho, metade da equipe ficava no Sesi-SP e metade no Rio

Todas as atletas da seleção brasileira feminina de luta olímpica passarão a morar no Rio de Janeiro, em regime de concentração total, visando aos Jogos Olímpicos de 2016.

As seis lutadoras que moram atualmente fora da cidade ocuparão uma casa de três quartos, para facilitar o deslocamento para o Centro Nacional de Alto Rendimento, na Tijuca, ou para o Centro de Treinamento Internacional no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, da Marinha (Cefan), na Penha. 

“Decidimos que vamos mantê-las todas no Rio. É um passo que tinha de ser dado. Estamos demarcando o caminho para medalha olímpica”, afirma o presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Pedro Gama Filho. “Ficarão concentradas e treinando juntas até 2016”. 

Segundo o dirigente, metade da equipe ficava no Sesi-SP e metade no Rio. “Todas vão continuar defendendo seus clubes, mas o trabalho será 100% com a seleção. Elas mesmas buscavam isso, o treinamento conjunto permanente. De qualquer forma, não existe esse status de titulares fechado até os Jogos Olímpicos. Temos de manter a motivação, não deixar que se acomodem”, acrescenta Gama Filho.

Os treinos ficarão a cargo do técnico cubano Ángel Aldana – “que tem a confiança total das atletas”, segundo o presidente da CBLA, e também do técnico Pedro Miguel. 

Com a seletiva realizada no início deste mês, o grupo feminino ficou assim: categoria 48 kg: Susana Santos (RJ), Caroline Soares (RJ) e Kamila Barbosa (SP); 53 kg: Giulia Penalber (RJ), Gracianne Helena (RJ) e Camila Farma (SP); 58 kg: Joice Silva (RJ) e Josimara Rodrigues (MG); 63 kg: Laís Nunes (SP) e Dailane Gomes (RJ); 69 kg: Gilda Oliveira (SP); 75 kg: Aline Ferreira Silva (SP). 

Mundial classifica para Rio 2016

O primeiro torneio do ano será entre o fim deste mês e início de fevereiro - o Grand Prix de Paris (na sequência, as brasileiras ainda farão um período de treinamentos na capital francesa.

De 13 a 15 de fevereiro estarão em Kipplan, na Suécia, que sedia um tradicional torneio feminino de luta livre (as mulheres não competem na modalidade greco-romana, onde não se utilizam as pernas). 

De destaque neste ano, ainda haverá o Pan de Luta Olímpica em Santiago no Chile, de 24 a 26 de abril, classificatório para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, com a competição da luta olímpica de 15 a 18 de julho.

Antes de seguir ao Canadá, as brasileiras terão novo período de treinamento no Japão e um camping já marcado para Las Vegas, Estados Unidos, onde será o Mundial, de 7 a 13 de setembro, por sua vez classificatório para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (o Brasil tem quatro vagas garantidas, como país-sede, mas vai brigar por mais, por classificações). 

“O Japão tem a melhor seleção feminina do mundo na luta olímpica”, lembra Pedro Gama Filho. “Conseguimos passar essa fronteira difícil de treinar com asiáticos em 2014 e os japoneses gostaram muito. Tanto que vieram para a Copa Brasil [em dezembro passado]. E muitas das seleções que participaram também vieram para cá por causa do Japão. Temos um bom relacionamento com o Japão para intercâmbio. E vamos seguir com ele pelo menos até a gente começar a incomodar as japonesas”, brinca o dirigente.

Investimentos federais

A luta olímpica vem crescendo no Brasil de forma extraordinário, segundo Pedro Gama Filho, com uma explosão de interessados entre os jovens. Esse rápido crescimento do esporte, “de potencial gigante” como destaca o presidente da CBLA, já é resultado de apoio do governo federal.

Por meio de convênios, a partir de 2012 foi possível comprar e distribuir material esportivo para locais de treinamento em 20 Estados (os 50 tapetes oficiais, fabricados no Brasil, são homologados pela Federação Internacional de Lutas Associadas (Fila, na sigla em francês). Além dos tapetes, os kits distribuídos podem ter também bonecos e “ossos” (espécie de boneco sem cabeça para treinos no chão). 

Foram repassados, em 2013, R$ 5,4 milhões do Ministério do Esporte para o desenvolvimento da luta olímpica e modernização e centralização de departamentos e aparelhagem científica do Centro Nacional de Alto Rendimento, no Rio de Janeiro (um primeiro convênio, ainda de 2010, foi de cerca de R$ 1 milhão, para preparação de atletas aos Jogos do Rio 2016). 

Pedro Gama Filho diz que a CBLA tem proposta de convênio para a compra de mais 80 tapetes, porque a iniciativa já gerou demandas, com a luta olímpica “crescendo geometricamente” no país. 

A luta olímpica ainda soma 216 atletas (15 na categoria estudantil, 180 na nacional, 20 na internacional e 1 na olímpica), com verba de R$ 2.545.800,00 por ano.

Mais quatro garotas na Bolsa Pódio, a categoria mais alta, que visa à preparação de potenciais medalhas no Rio 2016: Laís Nunes, Aline Ferreira Silva, Dailane Gomes e Joice Silva.

Fonte:
Ministério do Esporte

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