Esporte
Atletas com deficiência intelectual fazem exames gratuitos no Rio
Iniciativa
Cerca de 100 atletas com algum tipo de deficiência intelectual foram atendidos neste fim de semana por médicos e fisioterapeutas voluntários na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ilha do Fundão, zona norte. Eles passaram por exames gratuitos oftalmológicos, auditivos, odontológicos, ortopédicos, entre outros.
A iniciativa é do movimento global sem fins lucrativos, Special Olympics Brasil, que promove o esporte com foco na saúde e inclusão social de pessoas com deficiência intelectual.
Os atletas convidados vieram de áreas carentes de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, e são participantes de projetos da prefeitura da cidade.
Diagnosticada com hipermetropia e astigmatismo, a atleta de ginástica Daniele Gomes Ribeiro, 28 anos, ganhou óculos para corrigir o problema.
“Está melhor”, disse Daniele com as novas lentes doadas pela fabricante Essilor. Acompanhada da avó e responsável, Teresa Gomes Ribeiro, 82 anos, ela já havia feito exame de avaliação física. “Está tudo bem, tudo tranquilo”, completou.
Já Lucas, 8 anos, passou por todos os exames e descobriu que tem um pequeno problema no pé que precisa ser corrigido. A mãe, Nadja Cristiane Lúcio, contou que o menino, que tem síndrome de Asperger, faz natação e esportes de quadra.
“Ele está com uma distorção muscular e terá que ser encaminhado para um ortopedista. Se precisar de cirurgia, será um detalhe mínimo, segundo [o médico]. Mas fiquei feliz, pois vi que ele está bem da vista, ouvido e do resto”, comentou.
Programa Abrindo Teus Olhos
Os atendimentos foram feitos paralelamente aos jogos promovidos no Centro de Ciências da Saúde (CCS), da UFRJ. A iniciativa integra o programa Abrindo Teus Olhos, apoiado pelas empresas Essilor e Safilo e pela Associação Lions Club International.
Chefe de grupo de medicina do esporte do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o ortopedista André Pedrinelli é voluntário do projeto há cerca de cinco anos e se disse gratificado em poder aplicar seu conhecimento para os que mais precisam.
“Para muitas pessoas [esta é a primeira vez que recebem uma oportunidade de fazer] um exame clínico nas várias atividades que a gente faz”, declarou.
O advogado Pedro Aurélio Gonçalvez, da associação Lions, é voluntário há 43 anos. “Este é meu quarto evento com a Special Olympics. Vemos pessoas que necessitam do serviço saindo com um sorriso de alegria por terem sido atendidas”, comentou.
O gerente de projetos especiais do Special Olympics, Vinícius Savioli, explicou que o movimento foi criado nos Estados Unidos em 1967 e está presente em 240 países. No Brasil, a fundação existe desde 1990 e atua em sete estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco.
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