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Marcelo Melo e Bruno Soares comentam sobre disputas em solo nacional

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Esperanças de bons resultados, dupla fala sobre expectativa para os torneios e importância da Bolsa Pódio na preparação para 2016
por Portal Brasil publicado: 09/02/2015 15h37 última modificação: 09/02/2015 15h37
João Pires/VIPCOMM Bruno Soares e Marcelo Melo: empolgação em alta para os torneios no Brasil e planos para brilhar juntos em 2016

Bruno Soares e Marcelo Melo: empolgação em alta para os torneios no Brasil e planos para brilhar juntos em 2016

Poucos esportes têm um circuito tão movimentado quanto o tênis. De janeiro a novembro, são dezenas de torneios ao redor do globo e apenas em fevereiro o calendário da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) tem 12 competições, em nove países.

Para os brasileiros, o segundo mês do ano reserva as únicas oportunidades da torcida local de acompanhar de perto os torneios de primeira linha da ATP.

A partir desta segunda-feira (9), e até o dia 15, o Brasil Open, torneio da série ATP 250 (que reserva 250 pontos para o ranking mundial ao campeão), disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, abre a série de dois eventos no país.

Em seguida, entre os dias 16 e 22, a ação continua o Rio de Janeiro, onde o torneio Rio Open sobe de categoria para um ATP 500 (500 pontos ao campeão).

Entre outras estrelas, o evento terá, mais uma vez, a participação do espanhol Rafael Nadal, atual número 3 do mundo e considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Para o Brasil, as melhores chances de erguer o troféu em ambos os desafios repousam sobre dois duplistas: os mineiros Marcelo Melo e Bruno Soares, melhores jogadores do país no ranking mundial de duplas e que atualmente ocupam, respectivamente, a 4ª e a 11ª posições. 

Os dois são beneficiados pela Bolsa Pódio do governo federal, um dos pilares do Plano Brasil Medalhas, criado para auxiliar a preparação dos atletas com mais chances de subir ao pódio nos Jogos Rio 2016. “A Bolsa Pódio tem contribuído demais na nossa preparação”, ressalta Bruno, tricampeão do Brasil Open (2011, 2012 e 2013).

“O tênis tem uma particularidade que é o fato de o jogador arcar com todos os seus custos. Ter uma equipe completa já é algo muito caro, ainda mais para viajar com eles. Hoje eu e o Marcelo trabalhamos com treinadores diferentes, mas nosso preparador físico e o nosso fisioterapeuta são os mesmos”, revela Bruno.

“Com a Bolsa Pódio, a gente tem a possibilidade de estar mais semanas no ano acompanhado da nossa equipe. A gente passa entre 35 e 36 semanas por ano na estrada. Antes, o preparador físico e o fisioterapeuta raramente iam para os torneios com a gente. Hoje eles viajam em torno de 12 semanas. Isso contribui muito para o nosso desenvolvimento e reflete diretamente no desempenho em quadra”, destaca Bruno.

Aberto da Austrália

Em janeiro deste ano, Marcelo Melo e seu parceiro, o croata Ivan Dodig, por muito pouco não chegaram à final do Aberto da Austrália, primeiro Grand Slam do ano e um dos quatro torneios mais importantes do mundo, ao lado de Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Eles pararam na semifinal e o mineiro lembra que a estrutura montada na Oceania com recursos da Bolsa Pódio foram fundamentais para a excelente campanha.

“Esse benefício nos ajuda muito a planejar bem o calendário. No Australia Open foi muito importante ter um fisioterapeuta com a gente para ajudar na recuperação. Com certeza isso contribuiu muito para o resultado”, diz Marcelo.

Rio 2016

Nos últimos anos, Bruno e Marcelo têm conquistado os melhores resultados do tênis brasileiro. Entretanto, os dois, que já atuaram juntos, hoje jogam com outros parceiros no circuito. Mas nos Jogos Olímpicos Rio 2016, caberá aos mineiros defender as cores verde e amarelo na chave de duplas e tentar chegar ao pódio.

Tanto Bruno quanto Marcelo não escondem a empolgação com as Olimpíadas de 2016, principalmente depois de uma boa participação nos Jogos de Londres 2012, quando avançaram às quartas de final. Contudo, os dois não deverão jogar juntos neste primeiro semestre, a não ser na Copa Davis.

“A gente já se conhece há muito tempo e já jogamos juntos várias vezes, tanto no juvenil quanto profissional”, lembra Marcelo Melo.

“Nas últimas Olimpíadas, jogamos bem e estamos planejando jogar juntos alguns torneios este ano, quem sabe no fim do segundo semestre ou, no máximo, no início do ano que vem”, adianta o tenista.

O mineiro, entretanto, planeja atuar ao lado de Bruno no evento-teste do tênis para os Jogos Olímpicos do Rio, previsto para dezembro deste ano. “Se a gente tiver a oportunidade de jogar juntos lá seria o ideal”, ressalta Marcelo.

Emoção de jogar em casa

Para os dois, jogar diante da torcida brasileira é sempre motivo de emoção. Em geral, eles conseguem receber muita energia das arquibancadas e por isso a expectativa para o Brasil Open e o Rio Open não poderia ser melhor.

“A expectativa é sempre muito boa. São duas semanas muito especiais para os tenistas brasileiros, que têm a oportunidade de jogar em casa, na frente da nossa torcida. Ter a chance de jogar dois torneios desse porte no Brasil é muito bacana e uma ótima forma de poder mostrar o que a gente vem fazendo mundo afora”, explica Bruno, que se apega ao retrospecto no Brasil Open para tentar brilhar esta semana ao lado de seu parceiro, o austríaco Alexander Peya.

“Eu sou tricampeão e é muito bom ter essa memória das vitórias no Brasil Open. Já o Rio Open é um torneio recente (foi disputado pela primeira vez em 2014) e espero um dia ser campeão lá. A preparação foi muito boa. Desde que eu voltei da Austrália passei a treinar no saibro e nos últimos dias eu e o Marcelo treinamos forte, dois turnos por dia. Mas sabemos que neste ano o Brasil Open está muito forte. Vai ser um dos mais fortes da história na chave de duplas e por isso mesmo vai ser bem desafio interessante”, conclui Bruno Soares.

Fonte:
Brasil 2016

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