Esporte
Confederação esclarece caso de doping de nadador brasileiro
Natação
O brasileiro João Gomes Júnior teve sua situação esclarecida nesta sexta-feira (13) pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). O nadador foi flagrado no exame antidoping durante o Campeonato Mundial de Piscina Curta de natação no ano passado, em Doha, no Catar.
Em encontro com a imprensa no Rio de Janeiro, a entidade entrou em detalhes sobre a defesa do atleta, que foi suspenso por seis meses pela Federação Internacional de Natação (FINA).
João foi pego no exame pelo uso de hidroclorotiazida, diurético que mascara o uso de outras substâncias. De acordo com a CBDA, foi uma contaminação. “Ele usava uma substância lícita há muitos anos. Infelizmente houve uma contaminação em Doha”, afirmou Marcelo Franklin, advogado da entidade e responsável pela defesa do nadador.
O advogado revelou mais detalhes da defesa do atleta perante a FINA no julgamento realizado no mês passado. Segundo Franklin, João não teve a intenção de tomar a droga para melhorar sua performance ou mascarar o uso de outras substâncias.
“Conseguimos provar que não foi utilizado para esse fim. Na audiência foram ouvidos médicos, experts, o atleta se explicou e, no fim do dia, entendeu-se que ele incorreu em uma violação a uma regra do doping, porém não era dopado.”
Marcelo Franklin disse que a decisão fez a FINA decidir por não invalidar as medalhas do Brasil em Doha. João Gomes participou de três eliminatórias de provas de revezamento em que o país conquistou a medalha de ouro: 4x50 m medley, 4x100 m medley e 4x50 m misto.
Como foi julgado sob as novas regras da Agência Mundial Antidopagem (WADA, em inglês), que são mais rígidas, o brasileiro acabou pegando o gancho de seis meses de suspensão.
“Para fugir de uma pena máxima, você tem que comprovar como a substância entrou no organismo do atleta e que ela não foi utilizada para aumento de performance. Houve um reconhecimento do responsável pelo problema”, destacou Marcelo Franklin.
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