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Programa resultou em recorde de medalhas conquistadas por paratletas

Bolsa Atleta

No último Parapan, em Toronto, 98% dos nossos medalhistas eram bolsistas do programa
por Portal Brasil publicado: 27/08/2015 15h31 última modificação: 27/08/2015 15h32

O reflexo do Bolsa Atleta no esporte paralímpico brasileiro é a quebra de recordes em competições internacionais e a possibilidade de novas conquistas na Rio 2016. No Parapan de Toronto, no Canadá, das 257 medalhas conquistadas pelo time nacional, 249 foram ganhas por bolsistas.

“O Bolsa Atleta foi fundamental para melhorar o nível de preparação dos atletas. Inclusive para manter alguns atletas que dividiam o seu tempo com o esporte e outras atividades para que pudessem manter-se, se subsistir. E é óbvio que isso traz uma melhora de nível técnico”, afirma o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.

Para Parsons, o programa possibilita que o atleta se dedique apenas à prática esportiva para aumentar o desempenho, tranquilidade, concentração, e também ter condições financeiras para comprar equipamentos e ter a certeza de que haverá uma espécie de remuneração mensal.

Prova disso é o cavaleiro Sérgio Oliva, bolsista desde o início do programa. Ele deixa claro que seria inviável chegar ao nível que está se não houvesse o investimento. “É um dinheiro muito bem empregado, porque consigo comprar equipamentos para o cavalo, manter o animal, que é bem caro. E agora que falta só um ano para os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, a bolsa é muito importante também para termos mais tranquilidade para podermos treinar sem medo de ter algum imprevisto no sentido de faltar recurso. Só tenho a agradecer ao Ministério do Esporte”, destaca.

Do Parapan ao Rio 2016

De olho nos Jogos do Rio 2016, o CPB tem uma meta de terminar a principal competição do mundo em quinto lugar. “Não dá para a gente fazer uma previsão sobre os resultados. Nós temos um plano agressivo graças ao Bolsa Atleta e sua variação, com a categoria Pódio. Esse programa é um dos principais para que a gente possa seguir com essa meta em mente”, concluiu.

O atleta Sérgio Oliva segue diariamente treinando para conseguir sua vaga nas Paralímpiadas pela segunda vez seguida. “Estou me preparando forte para os Jogos. Estou em fase de transição, em busca de uma nova parceria, mudar o cavalo. Meu patrocinador, que é o Sabin, e a Bolsa têm me ajudado bastante nessa busca. Parte dos recursos do Bolsa Atleta eu uso para comprar produtos de melhor qualidade e ter mais eficiência na hora de treinar. Se não existisse o Bolsa Atleta, muitos já teriam desistido da vida de atleta, como é meu caso. O hipismo é um esporte muito caro”, conclui Sérgio, que disputará duas seletivas para o Rio 2016 em outubro, na Itália e na Inglaterra.

Fonte:

Portal Brasil, com informações do Ministério dos Esportes.

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