Esporte
Brasileiros projetam emoção, experiência e pódios em 2016
Jogos Paraolímpicos 2016
Em agosto, o Brasil subiu ao pódio dos Jogos Parapan-Americanos de Toronto impressionantes 257 vezes em um espaço de nove dias. A melhor campanha do país na história da competição chegou em ótimo momento. Nesta segunda-feira (7), um mês depois do início do Parapan, os atletas brasileiros vivem outra data especial: o marco de um ano para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.
Em 7 de setembro do ano que vem, os atletas estarão desfilando na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos, no Maracanã. Para alguns, a sensação será inédita. “A expectativa é grande por ser no Brasil”, admite a mesatenista Danielle Rauen, convocada pela primeira vez para a Seleção em 2013. “O esporte paralímpico está crescendo, então vamos trabalhar forte para alegrar o país”, diz a jovem de 17 anos, ouro em Toronto na classe 9-10.
Para outros, participar dos Jogos Paralímpicos não é novidade. Dirceu Pinto, da bocha, não só esteve em Londres 2012 e Pequim 2008 como tem quatro medalhas de ouro no currículo. Mesmo com toda a experiência, ele admite que a ansiedade bate em qualquer um.
“Não tem como se preparar totalmente para um evento em seu país, com relação a toda a carga emocional que os Jogos vão trazer. Você tem que estar preparado na sua modalidade, treinado para competir e bater de frente com os melhores. Mas vão estar familiares, amigos, parentes. Vai ser totalmente diferente de tudo o que já experimentei”, explica Dirceu.
Há também aqueles que já tiveram o prazer de participar de outras edições, mas não sentiram o gostinho do pódio. É o caso de Wanderson, jogador da seleção de futebol de 7. Em Londres 2012 e Pequim 2008, ele esteve em campo pelo Brasil. Em ambos terminou na quarta posição, perdendo a partida que valeu o bronze. No Rio, quer não apenas subir ao pódio, como superar os melhores do mundo.
“Rússia e Ucrânia são as potências, mas eles estão vendo que nossa equipe está chegando. Como os Jogos serão no Brasil, vai ser um gás a mais para todos. Em competições internacionais a gente sente um pouco a falta da torcida. No Parapan tinha bastante brasileiro e tivemos uma pequena prévia do que pode ser no ano que vem. Acredito que vamos fazer um excelente trabalho”, prevê o jogador, campeão parapan-americano em Toronto.
Por último, há os que já participaram dos Jogos, conquistaram medalhas de todas as cores e têm total confiança de que repetirão os feitos no Rio. A velocista Terezinha Guilhermina, a cega mais rápida do mundo, é uma delas. Os títulos nos 100m, nos 200m e nos 400m no Parapan de Toronto são vistos por ela como uma etapa de preparação. Tudo para chegar ao Rio 2016 no auge.
“Passei pelo Parapan em treinamento, pois minha principal competição este ano é o Mundial de Doha, no Catar. Com certeza a preparação não vai parar e se intensificará para que, no ano que vem, eu consiga fazer melhor e mais rápido do que já fiz até agora”, projeta a recordista mundial dos 100m, 200m e 400m na classe T11. “O melhor sempre está por vir”, encerra, sorridente, a dona de três ouros, uma prata e dois bronzes nos Jogos Paralímpicos.
Fonte: Brasil 2016
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