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Esporte

Jogos Indígenas têm treinamento de canoagem

Competição

Aulas foram preparadas para ajudar atletas de povos com pouca ou nenhuma familiaridade com a canoagem
por Portal Brasil publicado: 28/10/2015 15h46 última modificação: 28/10/2015 16h02

Treinamento de última hora foi organizado nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas para ajudar atletas brasileiros e estrangeiros com pouca ou nenhuma familiaridade com a canoagem tradicional. As aulas foram realizadas a três dias do início das competições no Ribeirão Taquaruçu-Grande, em Palmas. O treinamento foi necessário porque eles terão que enfrentar os assurinis, do Pará, e erikibaktsa, de Mato Grosso, povos com mais experiência na prática da canoagem.

Jairton Kaigang foi um dos primeiros a experimentar a canoa de prova. Estreante na modalidade, ele precisou de algumas lições para conseguir avançar até as águas abertas. “Na nossa aldeia [no Paraná] não tem um rio desse tamanho. Lá perto existe só um córrego e a gente não tem o costume de usar esses barcos. Achei interessante e divertido”, disse. “Tivemos dificuldade para nos equilibrar e ainda não estamos sabendo fazer a volta. Mas vamos tentar”, acrescentou.

Tricampeões nacionais na canoagem, os assurinis também testaram o equipamento. “Não muda muito em comparação com a nossa canoa. Viemos aqui para ver se ela é mais leve ou mais pesada da que estamos acostumados”, afirmou Toriauia. Segundo ele, equilibrar a canoa não é a parte mais difícil, mas, sim, controlá-la e conduzi-la dentro do percurso estabelecido – um triângulo demarcado por boias.

Indígenas do México, da Guiana Francesa, Colômbia, Nova Zelândia, Filipinas, dos Estados Unidos, da Finlândia, Nicarágua, do Canadá, da Costa Rica e do Uruguai também puderam testar as canoas. Pelo menos três duplas estrangeiras perderam o equilíbrio. “Foi difícil. A canoa daqui é diferente da que temos na Guiana Francesa. Foi a primeira vez que entrei em uma canoa usada pelos brasileiros”, disse o índio Martial.

Confecção das canoas

A organização confeccionou 20 canoas para as disputas, todas feitas do mesmo material. A madeira utilizada é a cedrorana, parecida com o cedro. Com 5,5 metros de comprimento e aproximadamente 55 quilos, as canoas foram projetadas para a competição – e, por isso, são mais estreitas, o que diminui o arrasto na água e dá mais velocidade ao equipamento.

O processo de confecção é artesanal e leva de 15 dias a um mês. Depois da derrubada da árvore, o tronco passa por desgalhamento e alinhamento, em um processo que dura de dois a três dias. Em seguida a canoa é esculpida a golpes de machado e passa pela brocação do casco, escavação do tronco e a queima, ponto em que a tora é amolecida até o seu limite para ganhar forma. Por fim, é feito o acabamento, quando os bancos são colocados e a calafetagem dos furos é concluída.

Cada canoa tem uma caracterização única – pinturas que seguem as tradições de várias etnias nacionais, nas cores preta e vermelha. A escolha das canoas será feita por sorteio, e as baterias terão até seis duplas participantes. Os canoeiros podem usar seu próprio remo, e a direção de prova fornecerá remos adequados para os que precisarem. A largada é dada na praia: os atletas devem colocar a canoa na água para, só depois, começarem a remar.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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