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Esporte

Brasil conquista ouro em evento-teste paralímpico de bocha

Rio 2016

Delegações, atletas e representante da Federação Internacional elogiaram o torneio e a acessibilidade do Riocentro
por Portal Brasil publicado: 16/11/2015 09h45 última modificação: 16/11/2015 10h49
Divulgação/Miriam Jeske Maciel Santos ficou feliz com a performance e espera repetir a dose em 2016, na Paralimpíada

Maciel Santos ficou feliz com a performance e espera repetir a dose em 2016, na Paralimpíada

Atletas, técnicos e a Federação Internacional de Bocha aprovaram a organização do evento-teste da modalidade para os Jogos Paralímpicos Rio 2016, concluído no sábado, no Riocentro. Além de elogios, o Brasil foi campeão por equipes na quinta-feira (12). Na sexta-feira e no sábado, foram realizadas as disputas individuais e o país-sede levou mais um ouro com Maciel Santos, atual campeão paralímpico na classe BC2, ao vencer o português Abílio Valente por 4 a 1.

“Estou em um bom caminho, focado nos treinamentos, naquilo que estou almejando, que é repetir isso. Ganhar aqui me dá confiança. Ele é um adversário direto e pode estar aqui no ano que vem. Desde Londres eu já imagino a cena aqui em 2016, repetindo a medalha de ouro”, contou Maciel.

“Tudo está realmente bom. Na hora certa e como programado, isso é ótimo. Fomos recebidos de forma calorosa, o hotel é muito bom e tivemos a oportunidade de dar uma boa olhada nas instalações e como vão ficar para a Rio 2016”, disse o britânico David Smith, prata nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, na classe BC1. 

Para a coordenadora técnica da Seleção Brasileira, Márcia Campeão, a organização foi motivo de orgulho. “Não deixou nada a desejar em relação a outras competições que fomos. Há pontos a ajustar, com certeza, mas é para isso que existe o evento-teste. Estou satisfeita realmente, e olha que sou a primeira a querer consertar as coisas, para que no meu país tudo dê certo”, disse.

Ajustes

A acessibilidade do Riocentro recebeu elogios dos participantes. A delegação brasileira fez apenas uma observação. “Muitos dos nossos atletas não usam o banheiro convencional, precisam passar sondas. Tivemos uma certa dificuldade, mas que depois foi prontamente atendida por um maca, para trocar as pessoas. Não adianta o banheiro ser apenas acessível, precisa ter esse local. Aqui tem uma sala logo depois do lounge (de descanso dos atletas), que seria a sala dos fisioterapeutas, e conseguimos usá-la”, disse Márcia Campeão.

Outro ponto de ajuste para o ano que vem é o piso. O evento-teste foi realizado no Pavilhão 4 do Riocentro, e foi usado um piso antigo, colocado sobre uma estrutura de madeira. A competição paralímpica em 2016 será feita na Arena Carioca 2, no Parque Olímpico, e o piso será semelhante, porém mais novo.

Acessibilidade

Para o delegado técnico da Federação Internacional de Bocha, Joaquim Viegas, faltam poucos detalhes para a definição técnica do piso para o ano que vem. “A gente tem que ter garantias de que o piso certo vai ser oferecido, que vai dar para informar com muito tempo de antecedência a todos os países, para poderem treinar com esse tipo piso”, disse.

Viegas não encontrou problemas de acessibilidade. Ele destacou o cuidado com a comunicação como um dos maiores desafios nas competições de bocha paralímpica, já que “o tempo de reposta” dos atletas é diferente. Para ele, o sucesso em 2016 está no planejamento.

“Se tem o plano bem feito, em que cada um sabe exatamente o que tem que fazer, é mais fácil. A vontade de fazer e fazer bem é tanta que, algumas vezes, interfere-se onde não se deve. Cada um tem de conhecer exatamente o seu campo de ação para fazer bem, que é o que se espera de cada um de nós.”

Fonte: Brasil 2016

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