Esporte
Rio 2016 é chance para luta olímpica brasileira difundir a modalidade no País
Rio 2016
A Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) aposta que os Jogos Olímpicos Rio 2016 serão uma grande oportunidade para popularizar a modalidade no País. Cada nação pode levar uma delegação de até 18 competidores – 12 no masculino, na luta greco romana; e seis no feminino, no estilo livre. Nas últimas três edições, o Brasil foi representado por apenas um atleta. Desta vez, a equipe será maior.
O superintendente da CBLA, Roberto Leitão, afirma que, para os Jogos Rio 2016, o Brasil terá uma delegação recorde. Por ser país-sede, no mínimo quatro atletas já estão certos. “Nossa meta é ter cinco ou seis”, avisa.
Dos possíveis representantes, uma está assegurada: Aline Silva. Em 2014, a lutadora fez história ao conquistar o vice-campeonato mundial, no Uzbequistão, e, em 2015, carimbou o passaporte para os Jogos do Rio ao terminar o Mundial de Las Vegas em quinto lugar.
Em Londres 2012, coube a Joice Silva defender as cores do País. Em Pequim 2008, Rosângela Conceição foi a única enviada. Em Atenas 2004, Antoine Jaoude lutou. Antes disso, o Brasil só havia competido nos Jogos de Seul 1988, com Floriano Spiess e Roberto Leitão, que também disputou os Jogos de Barcelona 1992.
Dos únicos cinco brasileiros que já competiram nos Jogos Olímpicos nas lutas, Rosângela Conceição foi a que obteve o melhor resultado, com um oitavo lugar na China. Entre os homens, Roberto Leitão obteve o melhor desempenho, um 11º lugar, em Barcelona.
Torneios classificatórios
Até maio, os atletas terão mais três chances de assegurar um lugar nos Jogos Rio 2016. Entre os dias 1 e 6 de março será disputado, em Frisco, no Texas (EUA), a seletiva pan-americana, aberta aos lutadores das Américas do Sul, Central e do Norte. Essa competição distribuirá duas vagas por categoria e será o caminho mais “fácil” para os brasileiros, devido ao fato de ser um evento continental.
Quem não obtiver sucesso no Texas, poderá disputar as outras duas seletivas mundiais. A primeira será entre 21 e 24 de abril, na Mongólia, e, depois, vem a última chance, entre 5 e 9 de maio, na Turquia. Só após a última competição é que a CBLA divulgará o nome dos atletas garantidos para os Jogos do Rio, caso ninguém mais se classifique.
Treinos intensivos
Encerrado o Mundial em setembro, os atletas da luta tiveram um período de férias para recarregar as energias e, então, voltaram com tudo aos treinos. A Seleção Brasileira está concentrada no Rio de Janeiro. “Alugamos uma casa para quem é de fora e todo o grupo está treinando. Temos um CT no Rio de Janeiro, que é onde a Seleção se prepara e onde vão ser realizados os treinos nesse primeiro semestre”, afirma Roberto Leitão. Atualmente, 25 atletas treinam no CT da CBLA.
O cronograma de trabalho para o primeiro semestre está montado. “É uma preparação complexa. Temos um calendário intenso de treinamento e de competições no exterior, tudo organizado pelo treinador chefe da Seleção, o cubano Angel Aldama”, diz Roberto Leitão.
Caminho da luta olímpica
Vagas garantidas
Cada nação pode levar no máximo 18 atletas para os Jogos Olímpicos – 12 no masculino, na luta greco romana; e seis no feminino, no estilo livre. Por ser país-sede, o Brasil tem quatro vagas garantidas, das quais uma já tem dono: Aline Silva, da categoria até 75kg.
Torneios classificatórios
Os brasileiros terão neste primeiro semestre três chances para conquistar mais vagas:
» Seletiva Pan-Americana – em Frisco, Texas (EUA), entre 1º e 6 de março
» Seletiva Mundial – na Mongólia, entre 21 e 24 de abril
» Seletiva Mundial – na Turquia, entre 5 e 9 de maio
A estrutura da Seleção Brasileira
A equipe nacional já está reunida e treina em um CT no Rio de Janeiro, onde irá se preparar até os Jogos Olímpicos.
Metas para os Jogos Rio 2016
A CBLA tem como objetivo fazer história no Rio de Janeiro e conquistar a primeira medalha do País na modalidade.
Fonte: Ministério do Esporte
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