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Atletas estrangeiros que estão no Brasil dizem estar seguros em relação ao zika

Rio 2016

O saltador Chola Chanturia, da Geórgia, conta que usa repelente de insetos e que se sente seguro no Brasil
por Portal Brasil publicado: 12/02/2016 18h48 última modificação: 12/02/2016 19h30
Roberto Castro/ME Mitch Geller afirma que, em relação ao zika vírus e ao mosquito Aedes aegypti, tanto ele quanto seus atletas não se sentem inseguros por estarem no Brasil

Mitch Geller afirma que, em relação ao zika vírus e ao mosquito Aedes aegypti, tanto ele quanto seus atletas não se sentem inseguros por estarem no Brasil

Técnico principal da equipe de saltos ornamentais do Canadá, Mitch Geller afirma que, em relação ao zika vírus e ao mosquito Aedes aegypti, tanto ele quanto seus atletas não se sentem inseguros por estarem no Brasil. 

A delegação canadense, assim como as equipes da Venezuela, Austrália, Polônia, Geórgia e Grécia, optaram por fazer a aclimatação para a Copa do Mundo (que também será o evento-teste da modalidade para os Jogos Olímpicos Rio 2016) no Centro de Excelência em Saltos Ornamentais, na Universidade de Brasília (UnB). A competição no Rio de Janeiro, de 19 a 24 de fevereiro, reunirá 270 atletas, de 50 países, entre eles campeões olímpicos e mundiais.

"Estamos aqui com um objetivo, que é nos preparar para a Copa do Mundo e nos classificar para os Jogos Olímpicos. Vimos as notícias na imprensa, em casa, e sabemos que temos que tomar certas precauções, como usar repelentes. Mas não temos visto muitos mosquitos", afirmou Mitch Geller.

Para ele, assuntos relativos à propagação de um vírus em nível mundial tendem a causar pânico, mas, em muitos casos, as previsões mais pessimistas acabam não se concretizando. "Nós vivemos algo parecido no Canadá com o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave)", lembrou Mitch, que foi categórico em relação ao zika vírus.

"Isso não é algo em que estamos nos focando ou que nos deixa ansiosos. Não acho que nossos atletas estão realmente preocupados. Francamente, acho que as medidas apropriadas estão sendo adotadas e vamos nos focar apenas no nosso evento. Eu acho que se houvesse um perigo real teríamos ouvido não apenas da mídia, mas por declarações do nosso governo. E eles não nos disseram para ficar longe do Brasil de maneira alguma", encerrou o canadense.

Para os saltadores Chola Chanturia, da Geórgia; Kasper Lesiak, da Polônia; e para a atleta Taneka Kovchenko, da Austrália, o uso de repelentes é o suficiente para que eles se sintam seguros.

"Estou em Brasília há uma semana e ouvi dizer que algumas pessoas estão apavoradas por causa do zika vírus. É necessário usar o spray contra os mosquitos, mas, fazendo isso, me sinto confortável aqui e não acho que haja motivos para se sentir apavorado", disse Chanturia.

"Não temos visto mosquitos a toda hora, eles não estão nos picando, então acho que estamos seguros”, declarou Lesiak. “Minha experiência até agora sobre isso é que eu não tenho me sentido preocupada. Eu vim com as medidas certas de prevenção e acho que se isso for feito está ok", afirmou Taneka Kovchenko.

Combate ao mosquito

O governo promoverá neste sábado (13) o Dia Nacional de Mobilização Zika Zero, uma grande mobilização para difundir a necessidade de combate o mosquito Aedes aegypti e de conscientização da população para a importância de eliminar os focos de procriação do mosquito em todos os Estados e no Distrito Federal.

Cerca de 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas – 160 mil do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Aeronáutica – participarão da operação, que ocorrerá em 356 municípios e incluirá as capitais de todos os estados. A expectativa do governo é de visitar 3 milhões de residências em todo o País. A presidenta Dilma Rousseff acompanhará a operação no Rio de Janeiro e os ministros farão o mesmo em todos os Estados. 

Fonte: Brasil 2016

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