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Rúgbi paralímpico conta com atenção especial para as cadeiras de rodas

Paralimpíada

Oficina de reparos e equipe de mecânicos trabalham durante os jogos para que os equipamentos dos atletas aguentem os impactos e colisões
por Portal Brasil publicado: 29/02/2016 10h28 última modificação: 03/03/2016 11h49
Buda Mendes/Getty Images/Ottobock/Brasil 2016 Soldadora está disponível em oficina para reparar estragos nas cadeiras de rodas dos atletas

Soldadora está disponível em oficina para reparar estragos nas cadeiras de rodas dos atletas

Colisões fazem parte de uma partida de rúgbi em cadeira de rodas. Isso pode assustar quem não está acostumado com o jogo, mas são fundamentais para a estratégia das equipes e garantem boa parte da adrenalina de praticar ou assistir à partida.

As cadeiras são customizadas individualmente, de acordo com as necessidades de cada atleta. Construídas especialmente para o esporte, precisam de manutenção constante. “Elas precisam ser bem protegidas e muitas cadeiras são até temperadas, fabricadas e depois colocadas no forno para ter mais resistência. Tudo para aguentar o impacto”, explicou o capitão da Seleção Brasileira da modalidade, Alexandre Taniguchi.

No Campeonato Internacional de Rugby em Cadeira de Rodas, evento-teste da modalidade que está sendo disputado na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, há uma oficina dentro da instalação para providenciar serviços e reparos nos equipamentos dos atletas, área que está sendo testada pela primeira vez para os Jogos Rio 2016.

“A gente está vendo o que a gente realmente precisa: se o material que a gente trouxe é suficiente, se a rede elétrica está conforme a gente precisa para a soldadora, se o espaço que a gente tem é adequado. A partir daí, a gente pode passar informações para o Comitê Olímpico. E a infraestrutura está totalmente dentro do que a gente precisa, estamos felizes”, disse Thomas Pfleghar, da empresa responsável pelos reparos. Ele será diretor-técnico do setor nos Jogos Rio 2016.

Thomas explica que, durante os Jogos, haverá uma oficina principal de sete mil metros quadrados instalada na Vila Olímpica, onde serão feitos os principais reparos. Outras 13 oficinas menores serão distribuídas pelas instalações. Serão 77 técnicos, de 28 países, dos quais dez brasileiros. “Vamos ficar abertos 16 horas por dia, e em cada turno a gente terá em torno de 20 pessoas trabalhando. Além disso, nas instalações a gente terá uma minioficina que só vai atender as pessoas que estiverem jogando”, contou.

Fonte:  Brasil 2016

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