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Brasil realizará um dos melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos, diz ministro

Rio 2016

Em entrevista, o ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, fala sobre preparativos, desafios e perspectivas em relação ao megaevento
publicado: 27/04/2016 17h20 última modificação: 27/04/2016 20h07
Paulino Menezes/MTur Ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, aposta nos Jogos como alternativa para o Brasil retomar o desenvolvimento da economia

Ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, aposta nos Jogos como alternativa para o Brasil retomar o desenvolvimento da economia

A 100 dias da Olimpíada, o recém-empossado ministro do Turismo, Alessandro Teixeira, comenta as perspectivas para a o Brasil diante da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. "O Brasil realizará um dos melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos", garante.

O ministro aponta o turismo como alternativa para o Brasil retomar o desenvolvimento da economia.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

O Brasil está preparado para receber a Olimpíada e Paralimpíada?

Os governos federal, estadual e municipal do Rio de Janeiro têm se esforçado para organizar um evento memorável. Posso afirmar tranquilamente que o Brasil realizará um dos melhores Jogos Olímpicos de todos os tempos, pela experiência acumulada em diversos eventos com públicos distintos. Estou falando da Rio+20, Jornada Mundial da Juventude, Copa do Mundo e a Fórmula 1, sendo as últimas duas edições das provas de automobilismo consideradas as mais bem organizadas de todo o campeonato, em uma eleição entre pilotos e equipes, um público altamente exigente.

Como o senhor pretende contribuir para as preparações dos Jogos Olímpicos e o turismo?

Vim da área econômica. Nas presidências da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e da Associação Mundial das Agências de Promoção de Investimentos, tive um contato próximo com o setor produtivo. Nas secretarias executivas do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), tive uma interlocução estreita com empresários de diversos setores. Acredito que o turismo tem muito a ganhar com a profissionalização da relação entre mercado e governo com foco na construção de um ambiente de negócios favorável para o investimento se construirmos juntos uma agenda de desenvolvimento econômico por meio do setor de viagens. Esse é o desafio. E os Jogos Olímpicos nos darão um impulso especial para alcançá-lo.

Os casos de zika vírus e, mais recentemente, de gripe H1N1, não afetam os Jogos?

O Ministério do Turismo, em conformidade com as orientações do Ministério da Saúde e das declarações da Organização Mundial da Saúde (OMS), reitera que não há restrição de viagens para regiões com transmissão do zika vírus. O governo federal, em parceria com Estados e municípios, adotou diversas medidas para proteger não só os brasileiros, mas também os estrangeiros que vierem ao País para os Jogos.

Cabe ressaltar que o período em que serão realizados os Jogos Olímpicos e Paralímpicos é considerado não endêmico para transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti, como zika, dengue e chikungunya. Em 2015, agosto foi o mês com menor incidência de casos de dengue no País.

Para esclarecimento aos turistas, o Ministério do Turismo oferece em sua página na internet informações sobre saúde do viajante. O conteúdo, disponível em português, inglês, espanhol e francês, é produzido e atualizado constantemente pelo Ministério da Saúde. As redes sociais da pasta também estão engajadas para levar mais informações sobre o assunto para os usuários, com produção de conteúdo próprio sobre o tema e compartilhamento de publicações do Ministério da Saúde.

Para o combate ao H1N1, o governo federal está realizando uma grande campanha de vacinação gratuita. Serão imunizadas crianças de seis meses a cinco anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas ou outras doenças que comprometam a imunidade.

Qual a expectativa do turismo com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos?

O Brasil deve receber até 500 mil turistas estrangeiros no período dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. É importante ressaltar que, para além da atração de turistas internacionais, os megaeventos expõem o Brasil para o mercado mundial. As competições acabam, mas o ganho de imagem permanece. Temos de lembrar que teremos, de acordo com o Comitê Olímpico Internacional, 25 mil profissionais de mídia projetando imagens do Brasil para todo o mundo.

Essa expectativa inclui o incremento que pode ser gerado com a isenção de vistos para Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália?

Sim. De acordo com a Organização Mundial do Turismo, a facilitação de viagens pode gerar um aumento de até 20% no fluxo entre os destinos. Se fizermos as contas, a isenção de visto para essas quatro nacionalidades pode gerar um acréscimo aproximado de 75 mil turistas internacionais e a injeção de US$ 80 milhões na economia brasileira.

Os ganhos com os megaeventos ficarão restritos ao Rio de Janeiro?

O desafio do governo federal é nacionalizar o evento. Temos no revezamento da tocha a principal oportunidade para projetar destinos de todas as regiões e Estados brasileiros para o mundo. A chama olímpica irá percorrer 20 mil quilômetros por estradas e ruas brasileiras e mais 10 mil milhas aéreas. Nesse roteiro, que será transmitido para todo o planeta, mais de 300 cidades irão revelar sua gastronomia, cultura e belezas naturais.

A Olimpíada encerra um ciclo de megaeventos. E depois, quais as ações previstas para manter o turismo aquecido e o Brasil entre os destinos desejados no mundo?

A exemplo do que ocorreu na Espanha, em Portugal e até nos Estados Unidos, o turismo tem tudo para ajudar o Brasil a fazer frente à crise econômica. Para isso temos enfrentado os principais gargalos do setor, como qualificação, infraestrutura e sinalização. Atualmente, 4,3 mil municípios são beneficiados com obras de infraestrutura turística, num valor total de quase R$ 9 bilhões, mas é preciso mais. Temos de enfrentar gargalos históricos do setor, melhorar o ambiente de negócios no País para permitir que o mercado desenvolva todas as potencialidades. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016

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