Você está aqui: Página Inicial > Esporte > 2016 > 04 > Campeões mundiais do trampolim falham e ficam fora do pódio

Esporte

Campeões mundiais do trampolim falham e ficam fora do pódio

Evento-teste

Li Dan e Gao Lei cometeram erros na final e saem do Rio sem medalhas. Brasileiro Rafael Andrade terminou em décimo quarto
publicado: 20/04/2016 14h00 última modificação: 22/04/2016 13h21
Foto: Miriam Jeske/Brasil2016 Campeão mundial, Gao Lei saiu do trampolim na final e terminou em oitavo lugar

Campeão mundial, Gao Lei saiu do trampolim na final e terminou em oitavo lugar

Uma das potências da ginástica de trampolim, a China conquistou o ouro durante o Mundial de Odense, na Dinamarca, em novembro do ano passado, tanto no masculino quanto no feminino. Assim, os atuais campeões mundiais Li Dan e Gao Lei eram esperados como as grandes estrelas do evento-teste da modalidade, no Rio de Janeiro, nessa terça-feira (19). Contrariando as expectativas, porém, os dois cometeram falhas na final e ficaram de fora do pódio do torneio.

A ginasta Li Dan terminou a fase classificatória em primeiro lugar após totalizar 102.480 pontos com a apresentação das séries obrigatória e livre. Já na final, a atleta não conseguiu o mesmo desempenho e, com 52.745 pontos da rotina livre, fechou a competição em quinto lugar. Ainda assim, não lamentou o resultado. “Não estou decepcionada porque acabei de fazer um movimento com mais dificuldade e que eu utilizei pela primeira vez dentro de uma competição. Então não estou nem um pouco triste”, afirma. “Sei que preciso melhorar mais, e esse é o objetivo. Acredito que a minha próxima apresentação vai ser bem melhor”, ressalta.

No feminino, o ouro ficou com a também chinesa Liu Lingling (55.485 na final), campeã mundial em 2014, seguida pela russa Yana Pavlova (54.160) e pela bielorrussa Tatsiana Piatrenia (53.540). Agora, as atletas da China esperam somar mais pontos nas próximas competições para brigarem internamente pelas duas vagas do País para os Jogos Olímpicos.

“No nosso sistema, nós fazemos acúmulo de pontos. O resultado daqui com certeza está contribuindo para eu dar um passo a mais para os Jogos, mas, como na China tem muitos atletas, eu preciso continuar melhorando”, explica Liu Lingling. “O torneio me faz ganhar confiança. Eu quero estar na lista dos atletas que vão participar da olimpíada este ano”, determina.

Li Dan tem o mesmo objetivo. “Internamente a nossa competição é acirrada. Temos muitos atletas muito bons na China. Mesmo que eu já tenha ganhado muitas medalhas, ainda tenho que continuar me empenhando mais e conquistando mais nas competições dentro da China para acumular os pontos e entrar na lista de atletas para participar da Olimpíada este ano”, aponta Li Dan, dona de sete medalhas de ouro em mundiais.

Gao Lei também deixou a classificatória em primeiro lugar, com 110.660 pontos na soma das duas séries. Na final, porém, o atleta acabou saindo do trampolim e somou apenas 24.865 pontos, ficando com o oitavo e último lugar da decisão. “Eu estou um pouco triste, esperava um resultado melhor”, admite. “Ninguém sabe a lista final (da vaga olímpica). O que eu tenho de fazer é melhorar e conquistar mais pontos para garantir a participação na Olimpíada do Rio”, analisa.

Se conseguir a classificação, o ginasta já sabe onde quer chegar. “Vou me esforçar ao máximo, o objetivo de todo atleta é o ouro”, comenta. O título da prova ficou com o bielorrusso Uladzislau Hancharou (59.750); a prata, com o neozelandês Dylan Schmidt (58.550); e o bronze, com o português Diogo Ganchinho (58.085).

Em relação à supremacia da China na modalidade, Gao Lei aponta que o país evoluiu aos poucos até chegar ao estágio atual. “Não existe um truque. Começamos como qualquer país que não era forte, mas fomos treinando e aprendendo com os mais fortes. Nossa equipe foi melhorando e hoje todos são bons e querem competir entre si”, conta.

De acordo com Tatiana Figueiredo, técnica do brasileiro Rafael Andrade, a China mudou a realidade do esporte. “Depois que eles entraram no trampolim, o nível ficou muito mais alto. Eles elevaram o padrão, a forma dos saltos e até o treinamento, porque eles treinam muito mais que todos os outros países, até por terem muitos atletas no trampolim”, avalia.

Classificação

Enquanto a China definirá os convocados para os Jogos de acordo com a pontuação em competições, cada um dos demais países com vagas asseguradas adotará um critério para escolha do atleta que competirá no Rio de Janeiro em agosto. As vagas asseguradas tanto no Mundial como no evento-teste são dos países, e não de atletas específicos.

Sem a meta de disputar medalha com ginastas de países com tradição no trampolim, o brasileiro Rafael Andrade, que herdou a vaga dos anfitriões ao terminar à frente dos compatriotas no Mundial, fechou a prova do evento-teste em 14º lugar. Com um total de 101.870 pontos, o ginasta não avançou à final.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Chama começou o dia na Rota do Descobrimento em ‎Eunápolis, passou por Itapetinga, a Cidade do Boi Gordo, e encerrou o dia em Vitória da Conquista
Tocha olímpica visita a Rota do Descobrimento na Bahia
Leonardo Picciani visitou as instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, que já tem 88% das obras concluídas
Ministro do Esporte visita instalações do Parque Olímpico da Barra da Tijuca
Conheça a história de Caio Sena. Aos 24 anos, o atleta de marcha atlética qualificado para as Olimpíadas Rio 2016, vive o sonho de disputar os jogos no Brasil.
Caio Sena conta como se prepara para Olimpíadas no Brasil

Últimas imagens

Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Pira olímpica acesa após o revezamento em Aracaju. Chama segue neste domingo para Alagoas
Foto: Francisco Medeiros/Brasil 2016
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Popole Misenga e Yolande Mabika fugiram de conflitos na República Democrática do Congo em 2013 e tentam reconstruir a vida no Brasil
Divulgação/Brasil 2016
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Centro Aquático de Deodoro é sede de treinos e competições nacionais e internacionais
Divulgação/Ministério da Educação

Governo digital