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Estrutura que vai cuidar do controle de dopagem na Rio 2016 está pronta

Jogos Olímpicos

As novas instalações do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem receberam investimentos de R$ 151,3 milhões
publicado: 02/05/2016 10h00 última modificação: 02/05/2016 13h33

Quem passa na frente do campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nem imagina que é ali, distante das estruturas esportivas dos Parques Olímpicos da Barra da Tijuca e de Deodoro, que está em pleno funcionamento um dos maiores legados do Rio 2016. Com alta segurança, salas frias, profissionais altamente qualificados e parque tecnológico de primeira, o Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) funciona como principal instrumento de combate à dopagem no esporte nacional.

"Falo com muito orgulho que temos um laboratório de 'cinema'. Para nós do Ministério do Esporte, o laboratório é um dos mais palpáveis legados dos Jogos, porque é um legado de estrutura, de equipamentos e de qualificação profissional em todos os níveis", disse o  ministro do Esporte substituto e secretário nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein. Na última sexta-feira (29), ele e correspondentes internacionais de jornais de vários países visitaram o complexo. 

Combater a dopagem no esporte é uma ação de política de Estado do governo brasileiro. Klein ressaltou que o laboratório é uma estrutura preparada para atender aos desafios dos Jogos. "Estar aqui é uma consolidação de um trabalho que começou em 2009, com o objetivo de colocar o laboratório em condições de receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. E de, principalmente, estar preparado para atender ao enorme esforço da luta contra a dopagem no Brasil", disse.

As novas instalações do LBCD receberam investimentos de R$ 151,3 milhões, sendo R$ 112,7 milhões do Ministério do Esporte e R$ 38,5 milhões do Ministério da Educação (MEC), somando obras e projetos. Para a compra de novos equipamentos, materiais, insumos, mobiliário e operação, foram destinados R$ 74,6 milhões (R$ 60 milhões do Ministério do Esporte e R$ 14,6 milhões do MEC).

Segundo Marco Aurelio Klein, tratar o combate de dopagem no esporte como uma política de Estado é possível apenas com uma autoridade de controle forte, estabelecida, apoiada pelo governo federal e bem aceita pela comunidade esportiva.

O coordenador do LBCD, professor Francisco Radler, ressaltou que o laboratório apresenta todas as condições necessárias para atender às necessidades do controle dos Jogos Rio 2016. "Temos uma estrutura de laboratório com instrumentos de última geração. Temos o melhor da tecnologia de detecção de substâncias dopantes. E assim podemos afirmar que não existe outro lugar que tenha a quantidade e a qualidade de equipamentos que tem este laboratório", destacou.

Além de atender ao Brasil, que tem dimensões continentais, a estrutura é importante para os países vizinhos que não contam com condição igual para coibir a dopagem no esporte. "Existe uma expectativa que este laboratório tenha um impacto grande nesta região do continente. Países vizinhos como Uruguai, Argentina, Paraguai e Chile, por exemplo, não têm um laboratório acreditado. A estrutura do LBCD pode ser utilizada por eles e ainda compartilhar o trabalho que está sendo feito pela ABCD com os países-irmãos vizinhos", lembrou Klein.

Contar com um laboratório para realizar o controle de dopagem dentro do País beneficia tanto as autoridades de controle quanto aos atletas nacionais. "Ter um laboratório no Brasil garante ao atleta que tenha um resultado adverso o direito de pedir a amostra B para ser apresentada e estar presente no laboratório e ser recebido", explicou o ministro.

Klein falou também sobre a dificuldade enfrentada pelo Brasil no período em que ficou sem a instalação. "Os meus colegas das outras organizações nacionais antidopagem com quem nos relacionamos e que não têm um laboratório em seu próprio País têm uma vida muito difícil. No período em que ficamos na transição para o novo laboratório, precisávamos enviar as nossas amostras para fora. Durante um tempo usando os laboratórios de Portugal e Barcelona, porque temos acordo de cooperação", destacou.

Osquel Barroso, Thierry Boghosian e Peter Van Eenoo, representantes da Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês), fizeram durante esta semana a última auditoria dos procedimentos para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no laboratório. Desde a reacreditação, a Wada promove regularmente auditorias de acompanhamento dos trabalhos do LBCD.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016

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Assunto(s): Esporte

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