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Refugiada síria conduzirá a tocha olímpica em Brasília

Rio 2016

Ato representa um gesto simbólico de solidariedade com os refugiados do mundo
por Portal Brasil publicado: 02/05/2016 19h30 última modificação: 03/05/2016 11h46

A refugiada síria Hanan Daqqah, de 12 anos de idade e que vive no Brasil desde 2015, será uma das dez primeiras condutoras da tocha olímpica nesta terça-feira (3), em Brasília (DF).

Hanan foi escolhida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 a partir de uma sugestão da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e participa do revezamento no primeiro dia da Tocha em solo brasileiro. Ela conduzirá a tocha na Esplanada dos Ministérios, logo após a chama olímpica deixar o Palácio do Planalto, às 10 horas da manhã.

A condução da tocha olímpica por uma menina refugiada é um gesto simbólico de solidariedade com os refugiados do mundo, em um momento que milhões de pessoas fogem de guerras, conflitos e perseguições. Em todo o mundo, existem cerca de 20 milhões de refugiados – o maior número desde o fim da II Guerra Mundial.

O presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Beto Vasconcelos, ressalta a importância da participação de Hanah durante a cerimônia. "Os Jogos Olímpicos são um evento internacional, cujo o significado é marcado pela união, solidariedade, respeito e paz entre os povos. É, portanto, uma oportunidade singular para chamarmos a atenção para o triste drama humano vivido na pior crise humanitária em 70 anos", destaca Vasconcelos.

A chama olímpica dos Jogos do Rio 2016 foi acesa em 21 de abril na cidade grega de Olímpia. No dia 26 de abril, o refugiado sírio Ibrahim Al-Hussein conduziu a chama no acampamento de Eleonas, em Atenas (também na Grécia). 

No Brasil, o revezamento da tocha começa nesta terça-feira (3) e se prolongará por cerca de 90 dias. A sua viagem terminará com a cerimônia de inauguração dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, no dia 5 de agosto, no Estádio Maracanã, onde a pira olímpica será acesa.

Hanan vive com a sua família em São Paulo e chegou ao Brasil em 2015. Ela mora em um pequeno apartamento no centro da cidade com seu pai, mãe, um irmão mais velho e uma irmã mais nova, juntamente aos tios e outros quatro primos. Totalmente integrada no Brasil, ela estuda em uma escola pública próxima de sua casa, fala português fluentemente e possui vários amigos brasileiros.

Ela e sua família vivam na cidade de Idlib, no nordeste da Síria. Com o início da guerra civil na Síria, a sua cidade tornou-se um dos palcos do conflito, em meio a disputas de forças governamentais e grupos rebeldes. Sem segurança para permanecer na Síria, Hanan e sua família deixaram o país e buscaram refúgio na Jordânia. Neste país, viveram por dois anos e meio no campo de refugiados de Za’atari, onde o acesso à água exigia uma longa caminhada e as condições eram difíceis.

A família decidiu deixar a Jordânia e chegou ao Brasil por meio do programa de vistos especiais do governo federal, que facilita a entrada no País de pessoas afetadas pelo conflito na Síria. Cerca de 8 mil desses vistos especiais já foram emitidos pelas autoridades brasileiras. Hanan e sua família foram reconhecidos como refugiados e agora reconstroem sua vida em São Paulo. A mãe de Hanan está grávida, e em breve ela terá uma irmã brasileira – que nasce no final deste mês.

De acordo com o Conare, os sírios representam a maior comunidade de refugiados reconhecidos no Brasil: eles somam 2.250 de um total de 8.731. A guerra na Síria já provocou mais de 4,8 milhões de refugiados, que vivem principalmente nos países vizinhos ao conflito. 

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Justiça e da ACNUR

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