Esporte
Em Imperatriz (MA), tocha olímpica se despede do Nordeste
Rio 2016
Descida de rapel, passeio de barco e bicicleta. O último dia do fogo olímpico no Nordeste foi cheio de emoção, nesta terça-feira (14), em Imperatriz. Com 75 condutores divididos em três rotas, a chama chegou à cidade pelo aeroporto e seguiu até a ponte Dom Affonso, que liga os Estados do Maranhão e Tocantins.
Após passar pelo povoado de Coquelândia, na Estrada do Arroz, onde percorreu dois quilômetros de bicicleta, o revezamento voltou para Imperatriz com direito a um lindo pôr do sol na beira do rio Tocantins, para o acendimento da pira pelo piloto de Stock Car Rafael Suzuki.
Com uma descida de 50 metros de rapel da ponte Dom Affonso até as águas do Tocantins – segundo maior rio totalmente brasileiro – a chama passou da tocha do professor de artes marciais Francisco Amorim para o cantor José Bonifácio, o Zeca, que esperava dentro de um barco. Nas águas que nascem na divisa do Distrito Federal com Goiás e passam por quatro Estados rumo ao Pará, a tocha seguiu até o Cais do Porto.
Luta greco-romana
Apenas na terceira rota, a população do "Portal da Amazônia" conseguiu acompanhar o revezamento de perto. Com passagens pelos bairros Bacuri, Centro, Rodoviário, Entroncamento, Nova Imperatriz e Beira Rio, a chama percorreu a pé 14,5 quilômetros em Imperatriz. Na frente da Igreja Santa Teresa d'Ávila, na área central, o atleta da Seleção Brasileira de Luta Olímpica Davi Albino era só sorrisos.
"Fui selecionado pela minha história de superação no esporte. É com muita emoção que carrego a tocha no Brasil, o maior símbolo das Olimpíadas", afirma Albino, ainda correndo atrás da vaga nos Jogos Rio 2016. Albino é o 13º do ranking mundial na categoria 98 kg na luta greco-romana – primeiro atleta masculino brasileiro a entrar no ranking mundial – e também o primeiro a ganhar medalha em Cuba – um dos países referência da modalidade.
O atleta foi um dos seis escolhidos em uma parceria do programa Bolsa Atleta/Pódio com a Coca-Cola por sua história. "Antigamente eu vigiava carros na rua e, quando fui campeão Brasileiro, passei a receber a Bolsa e parei de trabalhar a partir de 2005", conta Albino, que veio de uma família de classe baixa da periferia de São Paulo. "Quando você tem 17 anos, sua mãe não quer saber se você sonha ser atleta olímpico, mas se ajuda em casa. Com meus resultados e o apoio, consegui me manter no esporte", lembra.
Região Norte
Nos próximos oito dias, a chama olímpica passará por seis Estados da Região Norte. Serão 1.142 condutores, percorrendo mais de 1.160km, entre revezamento e deslocamento. O transporte será feito por via aérea de Belém (PA) até Porto Velho (RO).
Em Belém, o revezamento terá percurso de 32 quilômetros e mais de 160 condutores. O início será às 12h, no Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão).
Fonte: Portal Brasil, com informações do Brasil 2016
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