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Boato sobre livro de educação sexual supostamente distribuído nas escolas pelo Ministério da Educação

Um vídeo que circulou nas redes sociais espalhou o boato de que o livro "Aparelho Sexual e Cia", publicado pela Cia. das Letras, seria entregue para alunos da rede pública. Mas a obra nunca integrou programas nacionais de distribuição de materiais didáticos
por Portal Brasil publicado: 14/01/2016 20h54 última modificação: 14/01/2016 20h54

Card - Livro de educacao sexual - 490 É falso que o Ministério da Educação (MEC) tenha distribuído para alunos da rede pública de ensino o livro "Aparelho Sexual e Cia", que, segundo vídeo que circula em redes sociais, seria inadequado para crianças e jovens brasileiros.

O ministério informa que jamais "produziu, adquiriu ou distribuiu" a obra,  e que o livro nunca integrou os programas nacionais de distribuição de materiais didáticos.

O vídeo que circula web sustenta que o governo distribuiu o livro e, assim, estaria “estimulando precocemente as crianças a se interessarem por sexo”. O Ministério da Educação informa que o livro em questão é uma publicação da editora Cia das Letras e que a empresa responsável pelo título informa, em seu catálogo, que a obra já vendeu 1,5 milhão de exemplares em todo o mundo e foi publicada em 10 idiomas.

As informações equivocadas presentes no vídeo, inclusive, repetem questão que já tinha sido esclarecida anos atrás. Em 2013, o Ministério da Educação já havia respondido oficialmente à imprensa que “a informação sobre a suposta recomendação é equivocada e que o livro não consta no Programa Nacional do Livro Didático/PNLD e no Programa Nacional Biblioteca da Escola/PNBE”. 

Ao contrário do que foi dito no referido vídeo, o ministério também ressaltou que a revista Nova Escola, edição 279, de fevereiro de 2015, que traz a matéria “Educação sexual: Precisamos falar sobre Romeo…”, uma reportagem sobre sexo, sexualidade e gênero, dirigida a professores, "não é uma publicação do MEC, e sim da Editora Abril".

Como acontece com todo boato, a gravação que circula na internet não apresenta nenhuma prova das acusações que faz, como chama a atenção o Ministério da Educação.

"O vídeo que apresenta as obras como sendo do MEC, em nenhum momento, comprova a vinculação do Ministério aos materiais citados, justamente porque essa vinculação não existe", disse a pasta, em nota oficial.

 

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