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Contratos de concessão florestal são reajustados por índice de preço de madeiras
O preço das madeiras tropicais comercializadas no País apresentou alta em janeiro. Segundo o Índice de Preços de Madeiras da Amazônia (IPMA), elaborado pelo Serviço Florestal Brasileiro. O IPMA, que em janeiro foi de 1,091, tem como referência o primeiro mês em que os preços foram levantados (outubro de 2009), cujo índice é considerado 1. Segundo a diretora do Serviço Florestal Brasileiro, Thaís Linhares Juvenal, a alta reflete o aumento dos preços das espécies de madeira de baixo e médio valor, que foram as mais comercializadas no período.
Além disso, a diminuição da oferta de madeira também influenciou a variação. “O volume processado diminuiu 15%, reflexo do período mais intenso de chuvas na maioria das praças da Amazônia. Assim, acredita-se que esta diminuição da oferta foi determinante para o aumento dos preços da madeira em tora na Amazônia”, afirma a diretora. Conhecer a variação de preços da madeira é importante para que o Serviço Florestal determine as taxas de reajuste dos contratos de concessão florestal, que duram até 40 anos. O índice vai incidir anualmente sobre o preço que a empresa vencedora da licitação se propôs a pagar ao governo pelo metro cúbico de madeira.
O cálculo do IPMA envolve duas etapas. A primeira consiste em levantar informações sobre o volume de madeira autorizado para corte junto aos órgãos ambientais, por meio do Documento de Origem Florestal (DOF) ou Sistemas de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora). Esses dados permitem conhecer as espécies de madeiras mais relevantes em cada uma das 15 praças – em um total de 116 municípios – mais representativas do mercado madeireiro na Amazônia Legal.
Na outra etapa, é realizado o levantamento do preço que serrarias, faqueadoras e laminadoras pagam pela madeira em tora no pátio. A pesquisa busca informações sobre as espécies que correspondam a, no mínimo, 70% do volume total processado no mês. Para garantir dados consistentes, a amostra é composta por 20% a 25% das empresas madeireiras em cada praça, o que corresponde atualmente a mais de mil estabelecimentos. www.florestal.gov.br
Em Questão edição 1012 - 30 / 03 / 2010
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