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Brasil ganha projeto para reduzir lesões e mortes no trânsito
Na última sexta-feira (18), foi lançado no Rio de Janeiro o Projeto Vida no Trânsito, parceria entre ministérios brasileiros, Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e Bloomberg Philanthropies, fundação internacional de promoção de atividades na área social. Os principais objetivos do projeto são reduzir lesões e óbitos no trânsito. No Brasil, as cidades selecionadas para receber a ação foram Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).
O projeto terá duas etapas. A primeira começa este ano e vai até 2012. Neste período, as cidades selecionadas devem desenvolver experiências bem sucedidas na prevenção de lesões e mortes provocadas pelo trânsito que possam ser reproduzidas por outras cidades brasileiras. As regiões também devem criar maneiras de estruturar mecanismos de monitoramento e avaliação das atividades e dos resultados alcançados.
Para a atuação das cidades, foram eleitos dois fatores de risco prioritários que devem nortear as medidas de prevenção: associação entre direção e bebida alcoólica e o excesso de velocidade. Os municípios poderão agregar outros fatores de risco, de acordo com a realidade local. A segunda etapa será realizada entre 2013 e 2015.
O Projeto Vida no Trânsito teve origem com a escolha do Brasil para integrar uma ação global chamada Road Safety in 10 Countries (RS 10), coordenada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Opas e Bloomberg Philanthropies. O RS 10 conta com recurso de US$ 125 milhões para cinco anos.
Além do Brasil, a OMS/Opas e Bloomberg Philanthropies selecionaram outros nove países para projetos semelhantes: Rússia, Turquia, China, Egito, Índia, Camboja, Quênia, México e Vietnã. Esses países foram selecionados em função da alta taxa de mortalidade causada pelo trânsito.
Para o Brasil, serão destinados aproximadamente US$ 3 milhões. No decorrer do Projeto Vida no Trânsito haverá investimentos também do governo brasileiro e das prefeituras selecionadas.
Trânsito no Brasil
De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 300 mil brasileiros perderam a vida no trânsito, entre 2000 e 2008. Entre as causas externas, os óbitos decorrentes de acidentes de trânsito representam a primeira causa entre as faixas etárias de 5 a 14 anos e de 40 a 60 anos ou mais. Ainda considerando as mortes por causas externas, o trânsito foi o segundo maior motivo de morte para quem tem idade entre zero a 4 anos e de 15 a 39 anos.
Estimativas da OMS, publicadas no Informe Mundial sobre Situação da Segu-rança Viária, em 2009, indicam que 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente no trânsito e até 2030 o número deve subir para 2,4 milhões. Mais de 90% dos acidentes com vítimas fatais ocorrem em países de baixa e média renda, que concentram 48% da frota mundial de veículos. Os usuários mais vulneráveis são pedestres, motociclistas e ciclistas. Os dados mostram também que 44% dos países no mundo não têm políticas que estimulem o uso de transportes públicos como alternativa aos automóveis.
Fonte:
Ministério da Saúde
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