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Obras de Angra 3 abrem mercado de trabalho da Costa Verde do Rio de Janeiro
A construção da Usina Nuclear Angra 3 está permitindo a criação de novos empregos na região da chamada Costa Verde, no litoral do estado do Rio de Janeiro. A construtora, responsável pelas obras civis já conta com um efetivo de 1.837 empregados para trabalhar na construção da usina - de acordo com balanço realizado em 20 de setembro. Desse total, 1.399 são moradores de Angra dos Reis, 95 de Paraty e 27 de Rio Claro.
Esse efetivo deve aumentar nos quatro primeiros anos da obra. Estima-se que, em média, serão necessários, somente para atender aos serviços da construção civil, um efetivo de 2.500 trabalhadores, podendo chegar a 4 mil nos momentos de pico (entre o 2º e o 3º ano).
Além destes, os serviços de montagem eletromecânica, que serão iniciados no segundo ano da obra, empregarão 4 mil funcionários, de modo que as obras da usina, ao longo de cinco anos e meio de implantação, mobilizarão, em média, cinco mil empregos diretos - com picos que poderão alcançar nove mil colocações no período de maior movimentação no canteiro.
A Costa Verde, região onde a Serra do Mar se encontra com o Atlântico, abriga mais de duas mil praias e quase 400 ilhas protegidas pela restinga de Marambaia, e sua prinicipal fonte de renda e trabalho tem sido o turismo, principalmente em cidades como Angra dos Reis, Parati e Itacuruçá, distrito de Mangaratiba.
Desde que a Eletrobras Eletronuclear recebeu a licença de construção de Angra 3 - que autorizou o início da concretagem da laje do prédio do reator da usina -, houve um crescente aumento no quadro de empregados contratados para atuar na obra. Desde o ano passado, a empreiteira já tinha equipe mobilizada no canteiro para execução dos serviços preparatórios de engenharia e instalação da infraestrutura do canteiro de obras.
A construção civil de Angra 3 e a montagem eletromecânica serão executadas com participação preponderante de técnicos e profissionais brasileiros. A maior participação de estrangeiros se dará somente na fase de comissionamento de equipamentos e sistemas da Usina, ou seja, na fase de testes, cabendo à empresa franco-alemã Areva a complementação do fornecimento de parte dos equipamentos, não disponível no mercado nacional, e o suporte técnico de alguns serviços específicos de supervisão de montagem e de engenharia.
Já para a fase de operação da usina, serão necessários cerca de 500 empregos diretos permanentes, cuja seleção se dará através de concurso público. As principais categorias contratadas serão: operadores; mecânicos; eletricistas; instrumentistas; químicos; engenheiros; e físicos.
Licitações para Angra 3
Até o final do ano, a Eletrobras Eletronuclear deverá assinar, com fornecedores nacionais, cerca de R$ 2 bilhões em contratos para a construção da Usina Angra 3. Já foram publicados diversos editais para serviços de engenharia eletromecânica e civil e para o suporte ao gerenciamento e à implantação, no valor de R$ 550 milhões. Estão em elaboração outros editais de serviços e, no final de outubro, deverá ser publicado o edital da montagem eletromecânica, no valor de R$ 1,4 bilhão.
No momento, segundo a Eletrobrás, já estão contratados ou sendo renegociados 27 contratos com fornecedores nacionais, como a Confab Industrial, empresa pertencente à Tenaris do Brasil, que assinou contrato em julho com a Eletrobras Termonuclear (Eletronuclear), para o fornecimento do envoltório de contenção do reator da Usina Nuclear Angra 3, que consiste em uma esfera de aço carbono especial com 56 metros de diâmetro e aproximadamente 3.300 toneladas de peso, pelo valor de R$ 97 milhões, incluindo impostos.
A Confab fornecerá os seguintes componentes: esfera de contenção metálica; tanques; eclusas; comportas e revestimento da piscina; colunas de degaseificação; e suportes dos componentes pesados. A Bardella, equipamentos de movimentação de carga e hidromecânicos, e a EBSE, tubos de grandes diâmetros. Já com a Nuclep, o contrato é para fornecimento de equipamentos mecânicos de grande porte como os condensadores e acumuladores.
Para a conclusão de Angra 3, são necessários investimentos da R$ 9 bilhões (na base de preços de junho de 2010), sendo 70% em moeda nacional e o restante a ser financiado no mercado internacional. A previsão é que a Usina entre em operação comercial no final de 2015.
Fonte:
Eletrobras Eletronuclear
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