Governo
Governo prepara política de desenvolvimento com metas para formação profissional
O governo federal pretende lançar até abril deste ano a segunda etapa da Política de Desenvolvimento da Produção (PDP), que entre outros, deverá trazer metas para formação profissional e técnica para setores estratégicos que tendem a crescer nos próximos anos, como a construção civil e a área de petróleo e gás. Ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) vai conduzir um estudo para identificar outras áreas onde faltam profissionais. A pesquisa deve ser apresentada em até 60 dias.
A necessidade de formação de mão de obra especializada levou o ministro da Educação, Fernando Haddad, a se reunir com o ministro do Mdic, Fernando Pimentel, nesta quarta-feira (16), para discutir as linhas gerais do que está sendo chamado de plano nacional de acesso à educação profissional.
De acordo com Haddad, o Mdic pode dar subsídios sobre os cursos técnicos prioritários, pois tem o mapeamento das demandas do setor privado, das fronteiras de expansão e do parque produtivo. As informações vão ajudar a escolha do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho.
Ensino técnico
A presidenta Dilma Rousseff já anunciou a criação do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), que vai oferecer ensino profissionalizante a estudantes do ensino médio da rede pública no horário contrário ao escolar. O ensino poderá ser ofertado pelas escolas técnicas públicas, pelas escolas do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e pela rede privada.
Além do ensino técnico, o ensino superior também está entre as preocupações do governo. “A escola técnica é o gargalo imediato”, disse Pimentel ao assinalar que o governo terá política para as atuais demandas, mas também terá planejamento a longo prazo, para os próximos quatro e cinco anos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é a interlocutora do setor empresarial para a elaboração da Política de Desenvolvimento da Produção. Segundo documento da entidade, existe demanda por novos profissionais nos seguintes setores: alimentos (engenheiros de alimentos e técnicos e químicos de desenvolvimento); construção civil (engenheiros e trabalhadores da construção civil); confecção do vestuário (trabalhadores da confecção); metal mecânica (técnicos em mecânica e operadores); eletroeletrônica (técnicos); calçados (técnicos e designers); petróleo e gás (engenheiros e soldadores); indústria automotiva (técnicos e operadores); indústria química (químicos e técnicos de desenvolvimento e operadores de produção); celulose e papel (técnicos e operadores de produção); indústria têxtil (engenheiros e técnicos); móveis (supervisores de produção e designers); metalurgia e siderurgia (engenheiros de materiais e de automação); e setor sucroalcooleiro (engenheiros e técnicos de laboratório).
Fonte:
Agência Brasil
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