Governo
Perito desenvolve método para combater tráfico de diamantes
Um perito da Polícia Federal desenvolveu método de identificação da origem de diamantes que, segundo a instituição, terá forte impacto no tráfico internacional dessas pedras preciosas. Marcos Paulo Borges, responsável pelo estudo, atualmente compõe os quadros da Delegacia de Polícia Federal em Campinas, São Paulo.
De acordo a PF, não existindo uma forma de identificar a região de origem dos diamantes, “contrabandistas” obtêm pedras em locais onde a extração é proibida e as levam para local em que é permitida a extração, regularizando-as com certificados obtidos irregularmente.
A extração de diamantes de locais proibidos geralmente é feita por meio de procedimentos ilegais que resultam em danos ambientais de grande monta e que, geralmente, causam conflitos entre grupos interessados, com resultados catastróficos. Um exemplo é o caso da Reserva Indígena Roosevelt, no estado de Rondônia, onde em 2004 a disputa por diamantes levou ao massacre de 29 garimpeiros, por índios Cinta Larga.
O estudo se desenvolveu a partir de diamantes oriundos dessa reserva, produzindo, contudo, resultados que poderão ser aplicados em diamantes extraídos de quaisquer outros locais no planeta.
Com o novo método, que na prática confere uma espécie de “certidão de nascimento” aos diamantes extraídos, a PF afirma que será possível identificar que pedras foram retiradas de local diverso daquele onde se pretende a regularização, inibindo assim o garimpo proibido, com a conseqüente redução no tráfico desses minerais, o que resultará, afinal, em menos conflitos e em redução na incidência de disputas e assassinatos em regiões de lavra.
Fonte:
Polícia Federal
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