Governo
Governo vai buscar antecipar crises em obras federais
Após reunir-se com sindicalistas e empresários da construção civil nesta terça-feira (29), no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho afirmou que “o governo vai entrar firme na tentativa de antecipar crises”. O motivo do encontro era buscar um consenso sobre condições adequadas em grandes obras da construção civil em curso no País.
Na prática, o governo vai ter em cada grande obra federal uma comissão com representantes dos trabalhadores, empresas e governo para equacionar problemas futuros.
Carvalho se referiu aos conflitos que ocorreram nas últimas semanas nos canteiros das obras nas usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira. “Em cada obra importante haverá uma representação. O governo é provocador dessa mesa tripartite”, explicou Carvalho.
Segundo o ministro, já existe entendimento entre as duas maiores centrais sindicais – CUT e Força Sindical – com as empreiteiras Odebreht e Camargo Corrêa no sentido de equacionar a situação nos canteiros de obras das usinas de Jirau e Santo Antônio.
Ao mesmo tempo, segundo explicou, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), no estado de Pernambuco, decidiu sobre o impasse no porto de Suape e a mobilização dos trabalhadores deve acabar em pouco tempo.
Grupos
A reunião resultou na abertura de três frentes de trabalho. No primeiro grupo, os líderes sindicais deverão se reunir com os representantes patronais das empresas executoras das obras para detectarem os principais e reais problemas.
Na segunda frente, o governo federal deve acompanhar e monitorar os problemas nessas relações e no eventual acordo entre os sindicatos e empresários. O último grupo definido ficará sob coordenação da Secretaria-Geral, com representantes de outros ministérios como Trabalho e Planejamento, com o objetivo de negociar – juntamente com empresários e sindicalistas – soluções definitivas para as questões apontadas.
Durante o encontro, as centrais sindicais questionaram as obras do PAC, afirmando que há problemas trabalhistas em todas as maiores obras do País. Entretanto, o coordenador do PAC no Ministério do Planejamento, Maurício Muniz, explicou que os problemas levantados não têm relação direta com o programa.
“Há entre 12 e 14 mil obras do PAC no País e todas elas seguem a mesma legislação trabalhista de qualquer outra obra. Não há que se atrelar os problemas de Jirau e Santo Antônio com o Programa de Aceleração do Crescimento”, frisou.
Impacto
Após a reunião, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, buscou amenizar o impacto da mobilização dos trabalhadores. Segundo ele, de 2,7 milhões de trabalhadores no setor da indústria da construção, apenas 80 mil operários pararam, mas as empresas já estavam mobilizadas na tentativa de acordos com os sindicatos.
Paulo Simão assegurou ter sido importante estabelecer o canal de negociação. A mesma opinião foi emitida pelos presidentes da CUT, Artur Henrique, e Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, sobre a participação do governo na construção do acordo que envolva empresas e operários.
Fonte:
Blog do Planalto
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