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Embaixada do Brasil na Síria está em alerta, mas brasileiros não estão ameaçados pela crise

por Portal Brasil publicado: 27/04/2011 15h34 última modificação: 28/07/2014 13h45

A crise na Síria, onde aumentam as manifestações de protesto contra o governo do presidente Bashar Al Assad, não afetou diretamente a vida dos cerca de 3 mil brasileiros que moram no país. A Embaixada do Brasil está em alerta e colocou-se à disposição deles. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, por enquanto, só houve uma solicitação de apoio à embaixada, porque a pessoa estava com dificuldades para retornar ao Brasil. 

Diplomatas que acompanham o assunto informaram que, apesar do agravamento das tensões na Síria, os aeroportos funcionam normalmente e há condições para deixar o país. Segundo os diplomatas, por enquanto, a orientação é para manter o alerta e evitar viagens à região, pois o clima é de apreensão e preocupação. 

De acordo com os diplomatas, não existe, no momento, a possibilidade de evacuar áreas, nem de pedir ajuda externa para a retirada dos brasileiros que vivem na Síria. Em julho de 2006, o governo brasileiro optou por retirar os brasileiros que estavam no Líbano, quando o país, que tem fronteira com a Síria, foi invadido por tropas israelenses. 

No entanto, para o governo brasileiro, a situação atual da Síria é diferente da do Líbano cinco anos atrás. Por essa razão, segundo o governo brasileiro, não há razão para optar pela evacuação de áreas nem pela retirada de brasileiros. 

Na segunda-feira (25) o Itamaraty divulgou nota sobre a preocupação do governo brasileiro com o acirramento das tensões na Síria. Para o Brasil, é essencial buscar uma negociação por via pacífica, sem uso da violência ou de meios militares, para tentar um acordo entre os aliados do presidente Al Assad e os oposicionistas. 

“O governo brasileiro reitera o repúdio ao uso da força contra manifestantes desarmados e expressa a expectativa de que a crise seja equacionada pela via do diálogo. O governo brasileiro sublinha que as aspirações legítimas das populações do mundo árabe devem ser equacionadas por processos políticos inclusivos e não pela via militar”, diz a nota. 

De acordo com organizações não governamentais, pelo menos 350 pessoas morreram nos últimos dias depois que se acentuaram os embates entre os manifestantes que protestam contra Al Assad e as forças de segurança do governo. Os manifestantes exigem a saída do presidente, o fim do autoritarismo e mais liberdade de expressão – assim como a libertação de presos políticos. 

 

Fonte:
Agência Brasil

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